Testes preliminares descobriram a presença de uma substância química chamada arsênico no sangue das pessoas que comeram o bolo. Novos resultados ainda estão por vir. A polícia investiga a morte de três mulheres da mesma família que comeram bolo de Natal no litoral do Rio Grande do Sul. Outros três membros da família ficaram doentes, incluindo a mulher que preparou o bolo. Jéli dos Anjos, responsável pelo preparo, mora em Arroyo do Sal (RS). Segundo uma vizinha, todo Natal ela faz bolos com passas, frutas cristalizadas e glacê. “Era sempre o marido dela quem cozinhava. Ele dizia que nunca foi bom em cozinhar. A única coisa fofa que ele conhecia era fazer um bolo rei todo ano”, disse a empresária Marilla dos Santos. 3 membros da mesma família morreram no centro de pesquisa por causa do bolo de Natal. Reprodução/TV Globo A aposentada Zeli, de 61 anos, mudou-se com o marido Paolo para sua casa de veraneio após as enchentes de maio, em Canos, cidade onde morava na região metropolitana de Porto Alegre. Segundo outro vizinho, a convivência era “muito boa”. “Os dois passeavam na praia. Ele era pescador, meu amigo. Pescava com rede. E sempre ficava com a esposa”, disse o aposentado Sergio José de Souza. Em setembro, Paolo morreu por suposta intoxicação alimentar. Agora, depois desta tragédia natalina, sua morte será investigada. “Ele será exumado. Será autopsiado pelos nossos peritos forenses, para identificar substâncias como venenos, toxinas e até drogas que possam ter causado esta situação”, disse Lara Regina All Greece, especialista do Instituto Geral. Perícia do RS. De Arroyo do Sal, Jelli foi até o município de Torres, a 30 quilômetros de distância, para visitar a família e repetir a tradição natalina. O encontro foi em um apartamento onde a irmã Maida morava com o marido Jefferson. Death e Chemical Jelly fizeram o bolo no dia 23, antes do Natal. Três dos que comeram morreram: suas irmãs, Newza e Maida, e sua sobrinha Tatiana. João, marido de Neusa e pai de Tatiana, não comeu o bolo. Seu neto de 10 anos está hospitalizado. A informação divulgada pela polícia sobre os resultados dos testes preliminares revelou a presença de um elemento químico, o arsénico, no sangue de Jelly, filho de Nyusa e Tatiana. Bolo de Natal no RS: Três dos que comeram morrem: Newza, Maida e Tatiana. Reprodução/TV Globo Em nota, o Instituto Geral de Perícias afirma que esta informação não é oficial. A polícia aguarda o resultado de todos os exames para confirmar a presença de arsénico nos corpos das três vítimas mortais, bem como de outra substância nociva ao corpo humano. O deputado Marcos Vinicius Veloso, da Polícia Civil do RS, explicou que, segundo o comunicado, houve um apagão na cidade de Jelli. Muitos itens em sua geladeira estragaram devido à falta de eletricidade. Alguns deles serão jogados fora, outros serão reutilizados. “Pelo que estamos verificando na investigação, alguns desses itens, como passas e frutas cristalizadas, podem ter sido reaproveitados no bolo. Isso aconteceu depois de um mês”, disse o representante. Segundo o representante, é necessária uma investigação mais aprofundada para perceber se “a mulher que fez o bolo, que está internada” e outras pessoas, podem ter sido a causa da descoberta de arsénico no sangue. “Quem comeu logo sentiu um gosto estranho. Um menino de 10 anos comeu e, reclamando do gosto, colocou a mão no bolo e disse: ‘Ninguém vai comer agora’ e as pessoas começaram a passar mal. naquele momento”, disse o representante. explicou Arsênico nos Alimentos O arsênico ocorre naturalmente nos alimentos, mas em quantidades não consideradas perigosas. “Não há casos de intoxicação nas formas orgânicas, que são encontradas em frutos do mar. Em peixes, principalmente”, explica Rafael Lanaro, presidente da Sociedade Brasileira de Toxicologia. Indústrias como painéis solares e luzes LED usam arsênico, que também tem aplicações médicas. “Pode ser utilizado na medicina, no tratamento do câncer, em determinadas situações especiais e em alguns casos na leucemia”, explica Jesus Antonio Velho, perito criminal da Polícia Federal. A investigação continua sobre Maida Berenice Flores da Silva, 58, que morreu primeiro. Ela e o marido mudaram-se para Torres (RS) após a aposentadoria. Eles eram professores e adoravam viajar. Jefferson apresentou sintomas leves. Ele foi tratado e liberado pouco depois. Na manhã de sábado (28), o Fantástico relata que o marido de Maida, Jefferson, foi encontrado no Hospital Torres. Ela voltou para procurar outra consulta porque ainda apresentava sintomas de intoxicação. Ele está sofrendo com a perda da mulher com quem foi casado por quase 30 anos. Segundo Jefferson, a família prefere não gravar a entrevista, mas ele relata que nenhum dos familiares acredita que a mulher que fez o bolo, Jelly, seja a responsável pela tragédia. “Como toda família, existem diferenças. Mas são diferenças, muito pequenas em relação ao que foi apurado até agora. Nesta fase da investigação, não temos certeza de que possa haver crime doloso”, disse o deputado Marcos Vinicius Veloso. A polícia já conversou informalmente com Jellie no hospital onde ele permanece internado. O delegado disse que aguarda a recuperação dela para colher um novo depoimento e tentar descobrir exatamente o que aconteceu no dia em que o bolo foi feito. De acordo com o último boletim médico divulgado pelo hospital, o quadro clínico de Geli é estável. Ouça podcasts do Fantástico ISSO É FANTASTICO O podcast Isso É Fantástico disponível no g1, Globoplay, Deezer, Spotify, Google Podcasts, Apple Podcasts e Amazon Music traz ótimas reportagens, investigações e histórias fascinantes para os podcasts. Contexto e informação. Siga, curta ou assine This Is Fantastic no seu reprodutor de podcast favorito. Há um novo episódio todos os domingos. PRAZER, RENATA Podcast ‘Prazer, Renata’ está disponível no g1, Globoplay, Deezer, Spotify, Google Podcasts, Apple Podcasts, Amazon Music ou no seu aplicativo favorito. Siga, Inscreva-se e Curta ‘Prazer, Renata’ em suas plataformas favoritas. Podcast BICHOS NA ESCUTA ‘Bichos Na Escuta’ está disponível no g1, Globoplay, Deezer, Spotify, Google Podcasts, Apple Podcasts, Amazon Music ou no seu aplicativo favorito.

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