O quarto andar do hospital de longa permanência onde às vezes trabalho abriga pacientes com lesões cerebrais graves. Quando sou chamado para consultar, sempre hesito antes de entrar na sala. De todas as maneiras pelas quais nossos corpos podem falhar, as lesões cerebrais são algumas das mais devastadoras de se testemunhar. Alguns pacientes gemem involuntariamente. Outros ficam imóveis, com os olhos abertos, mas indiferentes.

Ao colocar meu estetoscópio no peito do paciente, muitas vezes sem dizer uma palavra, asseguro-me de que pelo menos o paciente não está ciente disso. Sua personalidade se foi. Ela “não está mais aí”.

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