CINGAPURA – Autoridades americanas, incluindo o Federal Bureau of Investigation (FBI), liberaram para operação um navio porta-contêineres com bandeira de Cingapura que abordaram em 21 de setembro no porto americano de Baltimore.
“Podemos confirmar que as autoridades deixaram o navio e o liberaram para retomar as operações de carga ontem”, disse um porta-voz da empresa sediada em Cingapura que administra o navio, Synergy Marine Group, ao The Straits Times em 23 de setembro.
Não foram fornecidos mais detalhes.
O FBI abordou o Maersk Saltoro com autoridades do Serviço de Investigação da Guarda Costeira dos EUA e da Divisão de Investigação Criminal da Agência de Proteção Ambiental, informou o The Washington Post.
Os agentes estavam conduzindo “atividades policiais autorizadas pelo tribunal”, de acordo com declarações do FBI e do Ministério Público dos EUA em Maryland.
O Maersk Saltoro é administrado pela mesma empresa que o Dali, o navio que em 26 de março perdeu energia, colidiu e derrubou a Francis Scott Key Bridge em Baltimore. O acidente resultou na morte de seis trabalhadores da construção civil e bloqueou o movimentado canal de navegação por 11 semanas.
A operação do FBI no Maersk Saltoro ocorreu três dias após o Departamento de Justiça dos EUA ter aberto um processo contra o proprietário e operador do Dali por ser “grosseiramente negligente” e “imprudente” na preparação para o acidente, informou o The New York Times.
O governo dos EUA está pedindo mais de US$ 100 milhões (S$ 129 milhões) em indenização.
O Maersk Saltoro é um navio irmão do Dali, o que significa que eles são do mesmo design. Assim como o Dali, ele foi construído pela empresa sul-coreana Hyundai em 2015 e mede 300m e 48m de largura.
O Dali é propriedade da Grace Ocean, também sediada em Cingapura.
A ST entrou em contato com a Autoridade Marítima e Portuária de Cingapura para obter mais informações.