
No início do dia, a moeda norte-americana caiu 1,40%, ao ser cotada a R$ 5,9455, menor valor desde o final de novembro. O principal índice da bolsa fechou em queda de 0,30%, aos 122.972 pontos. Dólar Chris Faga/Dragonfly/Estado Conteúdo O dólar abriu o pregão desta quinta-feira (23) com leve queda, após fechar o pregão de ontem cotado a R$ 5,94, menor preço desde novembro. O dia com agenda zero colocou mais uma vez a política tarifária do novo presidente dos EUA, Donald Trump, aos olhos do mercado. Esta semana, os republicanos reiteraram a sua promessa de impor tarifas de 10% à China e à União Europeia. Considera taxas de até 25% contra México e Canadá. Apesar da declaração, no entanto, as taxas são inferiores às que Trump ameaçou durante a sua campanha e a falta de medidas concretas sobre a questão continua a deixar espaço para uma apreciação real. (Leia mais abaixo) Sem grandes destaques na agenda, o foco continua na participação dos republicanos no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Entre os indicadores, os investidores estão a monitorizar os novos dados sobre subsídios de desemprego nos EUA e a acompanhar a época de lucros empresariais. Veja abaixo um resumo do mercado. Saiba mais: Promoção termina em 2024: Dólar ganha 27% ano a ano; Ibovespa cai 10% de R$ 5,67 para acima de R$ 6: entenda a alta do dólar a partir do fim de 2024 Tom de Lula: discurso do presidente influenciou a moeda em 2024; Entenda que o dólar subiu quase 28% em 2024 Veja mais cotações. No início do dia, a moeda norte-americana fechou em queda de 1,40%, cotada a R$ 5,9455. Com resultados, acumulou: queda de 1,98% na semana; Queda de 3,79% mês e ano. A discussão do Ibovespa, por sua vez, só começa às 10h. No início do dia, o índice fechou em queda de 0,30%, aos 122.972 pontos. Com resultados, acumulou: alta de 0,51% na semana; Lucro de 2,24% ao mês e ano. Você entende o que o mercado move quando o preço do dólar aumenta ou diminui? O impacto da tomada de posse de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos continua a afectar os mercados. Além da ordem executiva assinada no seu primeiro dia de mandato, as novas declarações de Trump sobre possíveis “tarifas” sobre outros países criaram incerteza sobre o impacto no comércio global. Na terça-feira, durante um evento na Casa Branca, Trump prometeu impor tarifas à União Europeia e disse que o seu governo já estava a negociar uma tarifa de 10% sobre as importações chinesas a partir de 1 de fevereiro. Os republicanos ameaçaram impor tarifas ao México e ao Canadá, afirmando que há preocupações sobre o fluxo de drogas provenientes desses dois países. Apesar de estarem em linha com a agenda económica proteccionista dos Republicanos, as tarifas que Trump ameaçou ainda são muito menores do que as indicadas durante a sua campanha. Além disso, a falta de medidas concretas também traz algum alívio e abre espaço para a valorização de outras moedas face ao dólar. “A abordagem de Trump de primeiro ameaçar e depois pesquisar se irá impor quaisquer tarifas a outras economias levou a um enfraquecimento global do dólar”, disse Lionel Matos, analista de inteligência de mercado da StoneX, à Reuters. “Face ao que se esperava, havia o receio de que ele assumisse uma postura agressiva no seu primeiro dia de mandato”, acrescentou. Este cenário, porém, não aconteceu. Na prática, a aplicação de tarifas sobre bens importados pelos Estados Unidos é refletida em dólares porque é uma medida do que é considerado inflação — ou seja, a probabilidade de os preços subirem no país. Quando os preços estão elevados, a Reserva Federal (Fed, banco central dos EUA) mantém as taxas de juro mais altas para arrefecer a economia e combater a inflação. Taxas mais altas nos EUA fortalecem o dólar. Portanto, quando há expectativa de que Trump possa não ser tão duro com sua política tarifária, o dólar tende a cair. Sobre a relação de Trump com o Brasil, continuam a ressoar as declarações recentes do republicano, quando disse que a relação dos Estados Unidos com a América Latina e o Brasil é “excelente”, mas destacou que “os Estados Unidos precisam mais dos Estados Unidos” do que outros no região. “O relacionamento é ótimo. Eles precisam de nós, muito mais do que nós precisamos deles. Nós não precisamos deles. Eles precisam de nós. Todos eles precisam de nós”, respondeu Trump quando questionado se falaria com o presidente Lula e qual seria o problema. relacionamento seria com o Brasil e as relações com a América Latina. A frase foi dita em resposta a uma pergunta da repórter da TV Globo, Raquel Krahenbuhl, sobre se Trump falará com o presidente Lula quando o presidente dos EUA assinar o primeiro decreto do novo mandato e como serão as relações com o Brasil e a América Latina. no Salão Oval da Casa Branca. Os Estados Unidos precisam do Brasil ou não? Em recente discurso sobre comércio e investimentos de empresas americanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que espera “gestão benéfica” (ou seja, frutífera) de Trump, dizendo que o Brasil “não” quer guerra com os Estados Unidos. “Há quem diga que a eleição de Trump poderá causar problemas na democracia mundial. Trump foi eleito para governar os Estados Unidos e eu, como presidente do Brasil, espero que ele governe de forma eficaz para que o povo americano prospere e para que o Os americanos continuam. Brasil Que história”, disse Lula. “Da nossa parte, não queremos briga. Nem com a Venezuela, nem com os americanos, nem com a China, nem com a Índia e nem com a Rússia”, continuou. Na agenda econômica, os investidores avaliam novos dados sobre os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA e ainda aguardam novos dados do Índice Abrangente de Preços ao Consumidor – 15 (IPCA-15), que é considerado uma prévia da inflação oficial do país e será lançado na próxima sexta-feira. A situação financeira também está em destaque, especialmente porque o orçamento ainda não foi aprovado


















