CAIRO (Reuters) – O Líbano deverá extraditar o filho do falecido clérigo muçulmano Youssef al-Qaradawi para os Emirados Árabes Unidos depois que o gabinete interino do país aprovou a medida na terça-feira, disse o gabinete do primeiro-ministro libanês.

Abdul Rahman al-Qardawi, um poeta egípcio-turco, foi detido no Líbano em 28 de dezembro, depois de regressar da Síria, segundo o seu advogado Mohammad Sablouh e o grupo de direitos humanos Amnistia Internacional.

Sua prisão ocorreu após comentários críticos que Qaradawi fez às autoridades dos Emirados Árabes Unidos, da Arábia Saudita e do Egito em um vídeo postado online.

Os Emirados Árabes Unidos e o Egito apresentaram pedidos de extradição.

Os pedidos “acreditam-se que se baseiam no exercício legítimo do seu direito à liberdade de expressão”, afirmou a vice-diretora da Amnistia Internacional para o Médio Oriente e Norte de África, Sara Hashash, num comunicado divulgado na terça-feira, instando as autoridades libanesas a rejeitarem os pedidos de extradição. .

Os ministérios das Relações Exteriores do Egito e dos Emirados não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

O advogado de Qaradawi disse que iria apresentar um apelo urgente para bloquear a sua extradição na manhã de quarta-feira, mas temia que o seu cliente pudesse ser expulso do país antes disso. REUTERS

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