CINGAPURA – O petróleo subiu pelo terceiro dia, enquanto os comerciantes avaliavam os riscos de abastecimento no Médio Oriente, com a expectativa de que Israel fizesse um ataque retaliatório contra o Irão, após a barragem de mísseis de Teerão no início desta semana.

O petróleo de referência global Brent subiu para US$ 75 por barril, depois de avançar quase 3% nas duas sessões anteriores, enquanto seu par norte-americano West Texas Intermediate estava perto de US$ 71.

Israel ameaçou represálias contra o Irão, embora o presidente dos EUA, Joe Biden, tenha dito que o país deveria evitar atacar as suas instalações nucleares.

O mercado petrolífero tem sido paralisado pela mais recente crise no Médio Oriente, que surge depois de um ano de turbulência, enquanto Israel enfrenta o Irão e os seus representantes em Gaza, Líbano, Iémen e outros lugares. A região é responsável por cerca de um terço do abastecimento global e os comerciantes estão preocupados que a última escalada possa afectar os fluxos se as instalações energéticas forem atacadas ou as rotas de abastecimento bloqueadas.

Um grande ataque de Israel à capacidade de exportação de petróleo do Irão poderia retirar do mercado 1,5 milhões de barris de abastecimento diário, segundo o Citigroup. Se Israel atingir infra-estruturas menores, como activos a jusante e instalações de armazenamento, entre 300.000 e 450.000 barris de produção poderão ser perdidos, disseram analistas, incluindo Francesco Martoccia, numa nota.

Além da crise, há sinais de ampla oferta. A Opep+ – o cartel do petróleo e seus aliados – planeja restaurar parte de sua capacidade fechada, com aumentos previstos para começar em dezembro, após um atraso de dois meses. Enquanto isso, nos Estados Unidos, dados oficiais mostraram que os estoques de petróleo bruto aumentaram inesperadamente em 3,9 milhões de barris na semana passada, o maior aumento em cerca de cinco meses. BLOOMBERG

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