VARSÓVIA (Reuters) – A Polônia está fechando o consulado russo na cidade de Poznan, no oeste do país, devido a suspeitas de tentativas russas de sabotagem, disse o ministro das Relações Exteriores, Radoslaw Sikorski, nesta terça-feira.
Moscou disse que retaliaria a decisão, informou a agência de notícias estatal russa RIA.
A Polónia afirma que o seu papel como centro de transporte de fornecimentos militares para a Ucrânia tornou-a num alvo de espionagem russa e de actos de sabotagem e incêndios criminosos.
A decisão de fechar o consulado surge na sequência de um processo judicial envolvendo um cidadão ucraniano de 51 anos acusado de planear atear fogo a uma fábrica de tintas na cidade de Wroclaw, no oeste da Polónia.
Os promotores chegaram a um acordo para que o suspeito cumprisse três anos de prisão, mas um tribunal de Wroclaw rejeitou o acordo, dizendo que era muito brando, informou a Procuradoria Nacional na quarta-feira, confirmando informações publicadas na semana passada pelo diário Gazeta Wyborcza.
O caso agora está de volta à promotoria e deve retornar ao tribunal para julgamento.
“O tribunal concluiu que havia fortes evidências de que houve uma tentativa de sabotagem e que a inteligência estrangeira estava por trás dessa sabotagem”, disse Sikorski aos repórteres.
“Como ministro das Relações Exteriores, tenho informações de que a Federação Russa está por trás das tentativas de sabotagem na Polônia e nos países aliados. Em conexão com isso, retiramos nosso consentimento para o funcionamento do consulado russo em Poznan.”
A RIA citou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, chamando a medida de “outro passo hostil”. Ela prometeu uma resposta “dolorosa”.
As autoridades ocidentais acreditam que agentes pagos pela Rússia estão por trás de uma série de crimes em toda a Europa, incluindo arrombamentos e incêndios criminosos em fábricas e infra-estruturas críticas, ataques físicos e até mesmo um alegado plano de assassinato contra o CEO da maior empresa de armas da Alemanha.
A Rússia negou regularmente qualquer envolvimento.
A Procuradoria Nacional também afirmou que, como parte das investigações em curso, foram apresentadas acusações de espionagem contra cerca de 20 pessoas. REUTERS


















