NOVA YORK – A riqueza das famílias americanas aumentou no último trimestre para US$ 163,8 trilhões (US$ 213,4 trilhões), um novo recorde, impulsionado por ganhos nos valores imobiliários, bem como por uma alta no mercado de ações, segundo dados do Federal Reserve divulgados em 12 de setembro.
O aumento no patrimônio líquido de famílias e organizações sem fins lucrativos, que chegou a US$ 161 trilhões no final do primeiro trimestre, foi impulsionado em grande parte por um aumento de US$ 1,8 trilhão no valor de participações imobiliárias e um ganho de US$ 700 bilhões no valor de participações acionárias.
Ao mesmo tempo, a dívida das famílias aumentou a uma taxa anualizada de 3,2%, o ritmo mais rápido desde o terceiro trimestre de 2022.
O dinheiro em caixa caiu modestamente, o relatório também mostrou, com os saldos bancários mais fundos do mercado monetário e reservas em moeda estrangeira totalizando US$ 18,44 trilhões no final de junho, abaixo do recorde de US$ 18,51 trilhões no final de março.
O panorama do bem-estar financeiro das famílias surge menos de uma semana antes da expectativa generalizada de que o Federal Reserve reduza os custos dos empréstimos pela primeira vez desde a recessão pandêmica.
Os formuladores de políticas estão tomando essa atitude porque a inflação está diminuindo e na esperança de evitar que a desaceleração do mercado de trabalho piore, arrastando a economia em geral junto.
O mercado de ações encerrou o segundo trimestre em níveis quase recordes, com o índice de referência S&P 500 entregando um retorno total de 4,3%, incluindo dividendos reinvestidos.
O relatório também mostrou que a dívida empresarial aumentou a um ritmo anualizado de 3,8 por cento, um pouco menos que o ritmo de 4 por cento do primeiro trimestre. REUTERS