
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (17) o texto preliminar de um projeto de lei que promove corte nas isenções de impostos federais e aumento na tributação de casas de apostas e fintechs. O texto segue para análise no Senado Federal. A aprovação do projeto é fundamental para destravar R$ 22,45 bilhões no orçamento do governo para o próximo ano e para possibilitar a votação do orçamento nesta semana. O projeto será analisado pelo Senado nesta quarta-feira (17) para permitir a sessão do Congresso Nacional que analisará a Lei Orçamentária Anual (LOA) na quinta-feira (18). O projeto relatado pelo deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) prevê que as isenções fiscais só poderão ser prorrogadas por até cinco anos, a menos que se refiram a investimentos de longo prazo e não prejudiquem objetivos financeiros. Assista aos vídeos que estão em alta no g1 A Receita Federal estima que a renúncia pode ser ainda maior, da ordem de R$ 800 bilhões. O esquema também impõe um limite aos incentivos, estabelecendo um bloqueio se o benefício fiscal exceder 2% do produto interno bruto (PIB). As reduções projetadas são incrementais: os setores isentos e com alíquota zero passarão a ter 10% do regime tributário padrão; Os setores com taxas reduzidas terão uma taxa correspondente à soma de 90% da taxa reduzida e 10% da taxa normal de imposto; Os setores com base de cálculo reduzida aplicarão 90% da redução da base de cálculo prevista na Lei de Benefícios Específicos; Os setores que possuam créditos fiscais ou tributários, inclusive créditos hipotéticos ou fictícios, estarão limitados à utilização de até 90% do valor original do crédito, anulando-se o valor não utilizado; Os sectores aos quais são devidas reduções fiscais terão 90% das reduções fiscais previstas para a implementação de legislação específica de benefícios. Os sectores com regimes especiais aumentarão 10% em percentagem da receita total; Os sectores que incluem a fiscalidade e onde se pressupõe a base de cálculo aumentarão 10%. O texto estabelece que a concessão, prorrogação ou ampliação de incentivos fiscais deverá ter estimativa do impacto orçamentário no primeiro ano de vigência e nos dois anos seguintes e obedecer ao disposto na Lei Diretriz Orçamentária (LDO). 🖊️ Além disso, as propostas que proponham a concessão, prorrogação ou prorrogação de incentivos devem incluir estimativa de beneficiários, metas de desempenho e processos de transparência e monitoramento. A redução dos incentivos refere-se aos benefícios aplicáveis ao PIS-passep, Caixão, Imposto de Renda Pessoa Jurídica, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido da CSLL, Imposto de Importação, IPI e Contribuição Previdenciária. Câmara dos Deputados Kayo Magalhès/Câmara dos Deputados Tributação das Apostas Os deputados federais em sessão plenária definiram este projeto de aumento progressivo da tributação das casas de apostas para financiar a seguridade social. Em 2026, 1% do valor arrecadado pelas empresas deverá ser destinado à segurança social, 2% em 2027, depois até ao limite de 3%. O impacto orçamentário, segundo o repórter, será de R$ 850 milhões no próximo ano. O projeto também estabelece regras que responsabilizam quem expõe casas de apostas que operam irregularmente no país. De acordo com a proposta, pessoas físicas ou jurídicas que anunciem ou divulguem comercialmente casas de apostas não regulamentadas serão tributadas pela exploração das apostas e pela arrecadação líquida de prêmios resultante. Regime de aumento de impostos para fintechs estabelece aumento da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para fintechs. Pelo esquema, a alíquota atual de 9% será de 12% até 31 de dezembro de 2027 e de 15% a partir de 1º de janeiro de 2028. O impacto, segundo o relator, é de R$ 1,6 bilhão no próximo ano. A alíquota de contribuição para empresas de capitalização será de 17,5% até 31 de dezembro de 2027 e de 20% a partir de 2028. Regime de Juros sobre Capital Próprio aumenta os juros sobre capital próprio da empresa de 15% para 17,5%. O impacto da medida no orçamento do próximo ano é de R$ 2,5 bilhões, segundo o relator. A votação foi alvo de protestos de deputados, tendo em vista que as opiniões sobre o projeto não eram conhecidas no início da votação. O relatório foi divulgado somente após o início das eleições. Diante do impasse sobre o texto, a sessão foi encerrada para discussão liderada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).


















