
Tiroteio registrado perto do Palácio Miraflores, em Caracas A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou nesta terça-feira (6) que a operação dos EUA em Caracas, na Venezuela, que levou à prisão do presidente Nicolás Maduro “violou um princípio fundamental do direito internacional”. 🔴 Ao vivo: acompanhe as últimas notícias em tempo real ✅ Acompanhe o canal de notícias internacionais g1 no WhatsApp O discurso da ONU ocorre três dias depois de os Estados Unidos lançarem uma operação militar para capturar o ditador Nicolás Maduro na capital da Venezuela —durante a qual, no sábado (3), Caracas foi alvo de diversas explosões. Venezuela está cooperando O vice-presidente da Venezuela, Delsey Rodriguez, discursa no Congresso Nacional em Caracas em 4 de dezembro de 2025. Pedro Matei/AFP Nos últimos dois dias, o governo dos Estados Unidos disse que não lançará novos ataques contra a Venezuela, desde que as autoridades do país continuem a cooperar. Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que não está em guerra com a Venezuela. Numa entrevista à NBC News, ele disse que o presidente interino da Venezuela, Delsey Rodriguez, estava cooperando com o governo americano. Segundo Trump, a comunicação passou pelo secretário de Estado Marco Rubio. “A relação entre eles era muito forte”, disse ele. Trump acrescentou que poderia autorizar uma nova operação militar se Delsey mudasse de posição. Quando Maduro foi deposto, Delsey Rodriguez assumiu a liderança da Venezuela. Até então vice-presidente, ele foi nomeado presidente interino por decisão do Supremo Tribunal de Justiça do país e assumiu o cargo em cerimônia realizada nesta segunda-feira. No domingo (4), as Forças Armadas da Venezuela reconheceram Delsy como presidente interino. Em discurso em rede nacional, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, apoiou a decisão de mantê-lo no cargo por 90 dias. Numa foto partilhada por Trump, Maduro capturou Nicolás Maduro a bordo do USS Iwo Jima. Reuters Nicolás Maduro foi capturado pelas forças americanas na madrugada de sábado. Ele e a esposa foram levados para os Estados Unidos, onde será julgado por diversos crimes, incluindo tráfico internacional de drogas. Já em solo americano, Maduro compareceu nesta segunda-feira (5) a um juiz federal em Nova York para uma audiência e se declarou inocente. No mesmo dia, o Conselho de Segurança da ONU também se reuniu em Nova Iorque para discutir o ataque liderado pelos EUA à Venezuela. Em resposta à operação, o atual governo venezuelano ordenou que a polícia “iniciasse imediatamente buscas e prisões em todo o país de todos os envolvidos na promoção ou apoio a ataques armados contra os Estados Unidos”. O governo americano afirma que Maduro lidera o chamado Cartel de los Soles, um grupo acusado de contrabandear drogas da América do Sul para os Estados Unidos e de tentar desestabilizar a sociedade americana. A Casa Branca colocou a organização na mira do seu aparato militar depois de classificar os grupos de tráfico de drogas como organizações terroristas. Estas conclusões, no entanto, são contestadas por especialistas que estudam o assunto. Segundo os pesquisadores, o Cartel de los Soules não tem uma hierarquia definida e funciona como uma “rede de redes” formada por membros das diversas patentes militares e setores políticos da Venezuela. Para estes especialistas, Maduro não será o chefe da organização. Ainda assim, há indícios de que ele esteja entre os principais beneficiários de um modelo de “governação criminal híbrida” que ajudará a consolidar-se no país. Assista aos vídeos mais populares no G1 Vídeos: Mais vistos no G1


















