
Larisa e o marido Luan Arquivo Pessoal/Luan Santos Professora de educação física em Mineros, sudoeste de Goa, Larisa Nunes Paes, de 27 anos, estava grávida quando descobriu um câncer de mama. Trabalhou como professor de natação e fez parte da equipe do Hospital Nossa Senhora de Fátima. Larissa era casada e deixou um filho de três meses. Segundo familiares, Larissa morreu na sexta-feira (28) enquanto fazia tratamento para a doença, que já afetava pulmões, fígado, baço e região lombar. Foram dez meses entre a suspeita e o diagnóstico da doença e apenas trinta dias entre a confirmação e o óbito. ✅ CLIQUE E SIGA O CANAL g1 GO NO WHATSAPP Segundo seu marido Luan Santos Ferreira, durante a gravidez Larissa percebeu um caroço em uma das mamas e procurou uma avaliação médica. Ao G1, ela contou que, mesmo após relatar diversas vezes o sintoma, os profissionais que atenderam Larisa atribuíram o caroço e a dor às alterações normais da gravidez. Luan disse que foram 30 dias entre a confirmação do diagnóstico e a morte de sua esposa. “Fomos ao médico que fez o pré-natal e ele sempre falava desse caroço e mostrava para eles. Sempre diziam que era por causa da gravidez, era a glândula mamária, o início do processo de leite”, disse ela. Luann disse que o caroço continuou crescendo, mas os médicos sempre os tranquilizaram e Larissa não sentiu nenhuma dor, eles continuaram acreditando que não era grave. “Ela só começou a sentir dores do oitavo ao nono mês, quando começou a falar de dores na região lombar, mas disseram que era por causa do peso, da barriga grande e porque ela não fazia mais exercícios”. Leia mais: Mãe de bebê, feliz e entusiasmada: veja quem foi o professor de educação física que morreu em Mineiros A morte do professor de educação física causou alvoroço, o filho de Goa mudou-se para Londres para dar uma vida melhor aos pais no vídeo: ‘Dê uma chance a eles’ Diagnóstico e tratamento Luan disse que após o nascimento, dores nas costas e um exame mais detalhado já haviam revelado que as dores nas costas e com mais detalhes afetavam outros órgãos. O marido explicou que Barretos (SP) iniciou o tratamento imediatamente. Segundo ela, Larisa resistiu no início, pois não queria ficar longe de casa. Ele disse que foi no hospital que a família foi informada da gravidade do quadro. “Nesta fase ele não se alimentava bem e estava muito fraco, piorou. Ele estava medicado com morfina e ainda sentia muitas dores. Larissa disse que se ele fosse morrer teria que ser perto da gente”, relatou. A primeira filha do casal nasceu em agosto ARQUIVO PESSOAL/LUAN SANTOS Sonho de ser mãe Luan disse que Larissa sempre sonhou em casar e ter filhos, o que conseguiu realizar. Ela disse que agora contará com o apoio das duas famílias para cuidar da filha do casal, que tem apenas três meses. “O desejo de ser pai me amadureceu. Larissa conheceu nossa filha, mesmo que por pouco tempo, ela a segurou nos braços. Nossa filha vai saber que mãe incrível ela teve”, completou. Revolta entre amigos A morte de Larisa causou forte rebuliço entre amigos e moradores da cidade. A amiga de infância da professora, Mirela Alves, disse que os dois estudavam juntos e até trabalhavam na mesma academia. Mirela esteve com Lorisa durante o processo de gravidez e descoberta da doença. “Sempre estivemos juntos. Estudamos juntos. Larisa era uma pessoa alegre e ativa, adorava fazer atividades físicas. Realizou o sonho de casar e ser mãe”, disse. Brenda Dell’Isola, colega de Larissa no hospital – onde a jovem trabalhou como telefonista por mais de sete anos – destacou o carinho e o companheirismo da amiga. “Laurisa era uma pessoa muito feliz, nunca a vi carrancuda ou de mau humor. Uma parceira para todos nós, podíamos contar para tudo”, disse. O g1 não conseguiu informações sobre especialistas que acompanharam Larisa durante a gravidez e pós-parto. Veja também: Bebê internado há quatro meses em Anápolis nunca saiu da UTI Bebê internado há quatro meses em Anápolis nunca saiu da UTI 📱 Veja mais notícias da região no g1 Goiás. Vídeo: Últimas notícias de Goiás


















