
Amor ao primeiro toque Os pais com deficiência visual agora podem “ver” o rosto do bebê durante a gravidez. Um projeto no Rio de Janeiro converte imagens de ultrassom em moldes impressos em 3D para que os bebês possam ser identificados pelo toque antes mesmo do nascimento. É o caso de Vanderson, que perdeu a visão aos 11 meses. Pela primeira vez, ele pôde observar o pré-natal de sua esposa Mariana de forma mais precisa, tocando o molde do rosto do bebê. “De jeito nenhum o nariz… é totalmente meu”, brinca ele ao reconhecer traços familiares na estampa. Para famílias como a dela, as mãos substituem os olhos neste primeiro contato com o nascituro. O projeto é realizado por meio de exames de imagem convencionais e busca ampliar a inclusão no acompanhamento da gravidez. Segundo o ginecologista Heron Warner, da Dasa, a experiência vai além da descrição verbal feita durante o exame. “Quando você descreve para um paciente com deficiência visual, ele reconstrói na cabeça. Mas, na hora que toca, é diferente”, explica. Parceria com a PUC-Rio Iniciativa envolve também pesquisadores da PUC-Rio Para o reitor da universidade, padre Anderson Antonio Pedroso, o projeto exemplifica como a pesquisa acadêmica pode impactar diretamente a vida das pessoas. “Toda a investigação que fazemos tem que estar ao serviço da sociedade. Este projeto faz isso profundamente, porque nos permite imaginar a vida e cuidar da vida”, disse.


















