
Novas espécies vegetais do ES: Antúrio das Pedras descoberto na propriedade de Linhares Antúrio das Pedras é a mais recente descoberta da biodiversidade capixaba. A planta foi encontrada durante uma expedição científica conduzida por pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A tarefa do grupo é mapear espécies ameaçadas e encontrar novas plantas na região. 📲 Clique aqui para acompanhar o canal do g1 ES no WhatsApp “Montamos uma equipe multidisciplinar e fomos até essa região de Linhares. Lá, selecionamos algumas áreas para fazer esse levantamento”, afirma o botânico Ricardo Ribeiro. Durante a pesquisa foram coletados para análise cerca de 100 exemplares botânicos, entre eles o Antúrio das Pedras, que crescia nas rochas e até então desconhecido. Descoberta pelo botânico Ricardo Ribeiro Reprodução/TV Gazzetta em Antúrio das Pedras Espírito Santo, o nome foi escolhido justamente porque essa planta tem a característica de crescer em meio a formações rochosas. O nome científico é antúrio petraeum. Leia também: Surpresa em casa: Empreendedor descobre colmeia gigante no telhado de apartamento experimenta mel: planta ‘saborosa e caseira’ Hotel: Administrador abandona carreira corporativa para abrir negócio para cuidar de jardins para viajantes Medo: Banhistas relatam ataques de piranhas em Los Angeles; A Prefeitura que investiga o caso encontrou a planta em uma propriedade rural, em 2022, no bairro São Rafael, no interior de Linhares, região Norte do Espírito Santo. Desde esta descoberta, foram três anos de estudo: os investigadores analisaram os materiais recolhidos e compararam a planta com várias espécies semelhantes até ser reconhecida como uma nova espécie. Descoberto em Antúrio das Pedras Espírito Santo pelo botânico Ricardo Ribeiro Reprodução/TV Gazeta Também em Linhares, a observação de um papagaio ameaçado de extinção revela outra raridade escondida na Mata Atlântica. Ao observar o comportamento do chow, os pesquisadores identificaram uma nova população de ipê-amarelo que corre sério risco de extinção. A descoberta, feita durante a observação de 34 indivíduos órix, foi publicada na revista internacional “Oryx – The International Journal of Conservation”. Segundo os autores, o trabalho mostra como a observação de uma espécie pode abrir caminho para o melhor entendimento de outras, principalmente em áreas sob fortes impactos ambientais desde o rompimento da barragem de rejeitos de Mariana (MG), em 2015. Os cientistas observaram que os papagaios pousam e se alimentam de um tipo de planta com flores amarelas. Curiosos sobre o comportamento, eles começaram a registrar a localização dessas árvores e confirmaram que se tratava de uma espécie listada como ameaçada no Espírito Santo e em outros estados. No total foram mapeadas oito plantas de EIPI, todas em flor. Cinco estavam em áreas florestais e três em áreas abertas, como pastagens e plantações de cacau. Esta espécie em particular é classificada como criticamente ameaçada. Pesquisadores encontraram espécie rara de ipê ao observar papagaios no ES. INMA Prakash Com até 35 metros de altura e copa repleta de flores amarelas, as árvores são altas e servem como importante fonte de alimento para diversas espécies de aves. Outra descoberta Uma nova espécie de bromélia foi descoberta por pesquisadores do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), em Nova Veneza, noroeste do estado. A planta, encontrada em setembro de 2024 e conhecida como “Senhora Escarlate”, já está classificada como criticamente ameaçada e pode desaparecer. O nome científico da espécie é Stigmatodon vinosus. Ele estava originalmente localizado em um inselberg, uma formação rochosa isolada que abriga uma biodiversidade única. A coleção faz parte do projeto “Inventário da Flora Vascular Rupícola em Inselbergs Negligenciados no Espírito Santo”, que busca mapear a flora de formações rochosas fora da área de conservação. O formato da planta tem relação com uma mulher usando espartilho e, por isso, o Espírito Santo recebeu o nome popular de “Senhora Escarlate” em Vitor Manhes/Divulgação, pesquisa liderada pelo doutor em Ciências Biológicas Vitor Manhes e pelo botânico David Couto, ambos do INMA. O magistrado Elton Lemme, pesquisador associado do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, também participou da expedição. Vídeo: Tudo sobre o Espírito Santo g1 Acompanhe as últimas notícias do Espírito Santo

















