
Após prejuízo milionário no Fundo Banco Master, o IPREM revelou déficit anual de R$ 17,5 milhões apresentado pelo Instituto Municipal de Previdência de Pousso Alegre (IPREM) em audiência pública esta semana, a primeira prestação de contas após registrar prejuízo de quase R$ 8 milhões em um fundo imobiliário vinculado ao Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central. Só no ano passado, o instituto terminou com um déficit anual de cerca de R$ 17,5 milhões. 📲 Acompanhe a página do g1 Sul de Minas no Instagram A apresentação abrange o terceiro trimestre e o período consolidado do ano passado e revela uma visão dos desequilíbrios financeiros. De acordo com o balanço, ao qual a EPTV teve acesso, o IPREM arrecadou mais de R$ 82 milhões em contribuições ao longo do ano. Ao mesmo tempo, gastou mais de R$ 99,8 milhões com pagamentos de aposentadorias e pensões. Segundo Daniel Ribeiro Vieira, presidente do instituto, esse desequilíbrio não é novidade. “Essa conta não é fechada desde 2021. Todo mês temos que sacar dos recursos líquidos, que são aplicados nos grandes bancos, entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões para cobrir aposentadorias e pensões”, disse. Após perda de um milhão de dólares nos recursos do Banco Master, o IPREM Pouso Alegre EPTV revela déficit anual de R$ 17,5 milhões devido ao aumento dos custos reprodutivos e pressões futuras. Atualmente, o IPREM atende 2.216 beneficiários, entre aposentados e pensionistas. Nos próximos dois anos, outros 210 funcionários deverão se aposentar, o que poderá aumentar ainda mais os custos do Instituto. Em 2020, a Câmara Municipal aprovou um aumento da taxa de contribuição dos trabalhadores, de 11% para 14%, percentagem que se mantém em vigor. Quatro anos depois, as transferências patronais de prefeituras e câmaras também foram reajustadas, passando de 14% para 17,3%. Além disso, a Prefeitura contribui com um complemento mensal para ajudar a cobrir o déficit. Em 2025, esse repasse equivale a 27,29% do salário; Este ano, segundo o IPREM, subiu para 28%. O presidente do instituto disse que esse percentual deveria ser aumentado ainda mais para equilibrar as contas. “Ou o município reforma uma previdência, ou tem que acumular mais dinheiro. Para equilibrar o déficit, a contribuição deve ficar entre 55% e 60% do salário dos funcionários ativos”, disse. Após uma perda milionária nos recursos do Banco Master, o IPREM revelou um déficit anual de R$ 17,5 milhões. Entre 2011 e 2017, o instituto investiu R$ 182 milhões em 17 fundos da mesma organização, todos com problemas financeiros. O incidente mais recente foi em 2013, envolvendo o Banco Master. Dos R$ 10 milhões aplicados em um fundo imobiliário, hoje restam apenas R$ 2,1 milhões em valor patrimonial. O presidente da Câmara de Vereadores, Oliveira Altair Amaral (Republicano), busca a responsabilização e defende que a única forma de evitar o colapso do instituto é fazer uma reforma previdenciária. Câmara Municipal de Pouso Alegre Reprodução EPTV “Se nada for feito, o IPREM entrará em colapso em 14 anos. Precisamos garantir que os aposentados continuem recebendo os pagamentos. É necessária uma ação conjunta do executivo e do IPREM”, afirmou. O Sindicato dos Profissionais da Educação, representado pela sua presidente Dulcinia Costa, manifestou-se preocupado com a situação, citando o aumento das reformas e a entrada de menos novos funcionários através de concurso. A crise no Iprem ameaça o pagamento dos servidores de Pouso Alegre “Estamos preocupados, mas ainda esperamos que isso seja resolvido. Os servidores têm contribuído e esperam isso do município”, disse. A Prefeitura de Pouso Alegre informou que mantém diálogo constante com o IPREM e está realizando estudos técnicos detalhados para avaliar possíveis opções visando a sustentabilidade do instituto. Veja mais notícias da região no G1 Sul de Minas

















