Biólogo encontra lagarta imitando cobra para afastar predadores no litoral de SP Uma lagarta imitando cobra chama atenção no litoral de São Paulo. O impressionante avistamento da espécie Eumorpha labruscae foi registrado pelo biólogo Bruno Lorenzo, que filmou o momento em que o animal imitou um ataque de cobra no quintal de sua avó, em Peruíbe (SP). Embora a transformação de lagartas em borboletas ou mariposas seja amplamente conhecida, existe um truque visual surpreendente: algumas lagartas também se “transformam” em cobras. Mas a mudança é apenas uma ilusão usada para espantar predadores. Esse mecanismo de defesa é denominado mimetismo, quando uma espécie imita outra espécie para se proteger, capturar presas ou se reproduzir. ✅ Clique aqui para acompanhar o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Segundo ele, o cadastro foi feito no início do mês no quintal da casa da avó, no bairro Jardim Veneza. “É comum na Baixada Santista, mas é difícil de ver por causa da camuflagem”, explicou ao G1. A lagarta, com cerca de 10 cm de comprimento, encolhe a cabeça e infla a parte frontal do corpo. “Porque tem duas manchas, parece os dois olhos de uma cobra”, disse Lourenço. Apesar de sua aparência, a criatura é totalmente inofensiva. “Não tem veneno, não tem veneno, não há perigo de tocar e queimar”, garante a bióloga. Ele disse que o espécime visto parecia estar perto do final do estágio larval. “A expectativa de vida típica das lagartas de mariposas e borboletas pode variar entre um e oito meses, dependendo da espécie”, disse ele. Lagarta que imita cobra foi avistada em Peruíbe (SP) Arquivo pessoal/Bruno Lorenzo O biólogo Ricardo Samello, que também estuda o mimetismo dos lepidópteros, explica que esse tipo de defesa é conhecido na natureza como “blefe”. “Os organismos assumem formas e comportamentos que os fazem parecer mais ameaçadores para potenciais predadores ou menos palatáveis”, disse ele. Samelo destaca que não só as lagartas, mas também as borboletas e mariposas adultas utilizam o mimetismo. “Alguns imitam espécies venenosas, reproduzindo padrões de cores vibrantes, que chamamos de coloração aposemática, uma forma de alerta visual”, afirma. “Nem todos os organismos com cores de alerta são venenosos, mas os mímicos aproveitam essa associação para parecerem perigosos e evitarem ataques”, acrescentou o biólogo. Vídeo: Santos no g1 1 min

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