Sede do Banco do Brasil, em Brasília Adriano Machado/Reuters O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 20,7 bilhões em 2025, dentro da faixa projetada pelo banco, de R$ 18 bilhões a R$ 21 bilhões, informou a empresa nesta quarta-feira (11). O resultado é uma queda de 45,4% em relação a 2024. Em agosto, atualizou a previsão de R$ 21 bilhões para R$ 25 bilhões, e em novembro, voltou a baixar a estimativa. Baixe o app do g1 para ver as novidades em tempo real e gratuitamente Ao longo de 2025, a presidente executiva do BB, Tarciana Medeiros, destacou que o ano será de ajustes, enquanto o balanço do banco foi afetado pelo aumento da inadimplência por parte das regras da carteira contábil do agronegócio e pelo novo prazo de aplicação. No quarto trimestre de 2025, o BB registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões, queda de 40,1% em relação ao mesmo período de 2024, mas aumento de 51,7% em relação ao terceiro trimestre, superando as previsões do mercado. Estimativas compiladas pela LSEG apontam lucro de R$ 4,5 bilhões. Assista aos vídeos de tendências no G1: Assista aos vídeos de tendências no G1 Previsão para 2026 O BB divulgou sua previsão para 2026, prevendo lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. O banco projeta expansão de 0,5% a 4,5% na carteira de crédito, com expectativa de crescimento de 6% a 10% para pessoas físicas. Para as empresas, as estimativas variam de queda de 3% a aumento de 1% e para o agronegócio de -2% a 2%. Os custos de crédito foram estimados entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões para 2026, ano que deverá ver as receitas de serviços aumentarem de 2% a 6% e os custos administrativos de 5% a 9%. A margem financeira bruta, por sua vez, deverá aumentar entre 4% e 8%. “Nossos resultados indicam que estamos dando sinais de mudança”, disse Medeiros em comunicado à imprensa. “Estamos otimistas em relação a 2026, trabalhando sempre com vigilância, estratégia clara e implementação disciplinada. Continuamos focados continuamente na redução de riscos e rentabilidade: fortalecimento de garantias para manter a parceria histórica com a agricultura, matriz de resiliência e novos produtos.” Pior inadimplência Ao final de dezembro, a carteira de crédito ampliada do BB era de cerca de R$ 1,3 trilhão, crescimento de 1,4% em relação ao trimestre anterior e de 2,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os custos da dívida ficaram em torno de R$ 18 bilhões, praticamente estáveis ​​em relação ao trimestre anterior, mas 93,9% superiores ao mesmo período de 2024. A inadimplência acima de 90 dias atingiu 5,17%, ante 4,51% no terceiro trimestre e 3,16% um ano atrás. O banco informou que o aumento reflete um caso específico da carteira de TVM da empresa no segmento atacado, avaliada em R$ 3,6 bilhões. Desconsiderando esse efeito, o índice seria de 4,88%. Para particulares, a carteira de crédito cresceu 1,8% em termos trimestrais e 7,6% em termos homólogos, com uma taxa de incumprimento de 6,56% face a 6,01% no trimestre anterior e 4,66% há um ano. Entre as pessoas jurídicas, a carteira manteve-se estável, e a inadimplência atingiu 3,75%, ante 3,40% há três meses e 3,30% no quarto trimestre de 2024. A carteira de crédito do agronegócio, que pesou no resultado do BB, encerrou o quarto trimestre. A inadimplência comparativa acima de 90 dias subiu para 6,09%, ante 4,84% no trimestre anterior e 2,23% há um ano. Ao divulgar os resultados do terceiro trimestre em novembro, os executivos do BB indicaram que as taxas de inadimplência no segmento ainda permaneceriam sob pressão, prevendo uma reviravolta a partir do primeiro trimestre de 2026. Retornos de dois dígitos O BB novamente entregou um retorno sobre o patrimônio de dois dígitos no quarto trimestre, acima dos 12%-44% anteriores. Muito longe dos 20,8% registados em 2024. No primeiro trimestre do ano passado, a rentabilidade foi de 16,7%, e no segundo, de 8,4%. O desempenho ainda ficou abaixo dos 24,4% reportados pelo Etau Unibanco, 17,6% do Santander Brasil e 15,2% registrados pelo Bradesco no mesmo período. A margem financeira bruta do BB atingiu R$ 27,8 bilhões, aumento de 3,8% em relação ao mesmo período de 2024. As receitas de serviços caíram 3,9%, enquanto as despesas aumentaram 4,1% na comparação anual. O índice de eficiência do Banco aumentou de 25,6% para 27,7%. O índice de capital nível 1 do BB aumentou de 12,66% para 14,26% e o capital principal passou de 10,89% para 12,23%. O índice de Basileia atingiu 15,13%. O BB também anunciou distribuição de R$ 1,2 bilhão aos acionistas, na forma de Juros Complementares de Capital Próprio (JCP).

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