BUDAPESTE, 2 de Março – A Hungria convocou na segunda-feira o seu embaixador em Kiev para protestar contra o anúncio do governo de Budapeste de que recrutou dois húngaros que não deveriam ter sido convocados para lutar na guerra na vizinha Ucrânia.

O anúncio aumenta ainda mais as tensões entre Budapeste e Kiev, uma vez que o governo do primeiro-ministro Viktor Orbán fez da guerra da Rússia com a Ucrânia uma questão chave na sua campanha antes das eleições parlamentares de 12 de Abril.

O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, afirmou que dois ucranianos húngaros foram injustamente convocados para o serviço militar.

Os húngaros étnicos não estão automaticamente isentos do serviço militar na Ucrânia, mas Szijjarto disse que um dos homens estava isento e o outro tinha problemas de saúde mental. A Reuters não conseguiu verificar a afirmação de forma independente.

Num vídeo publicado na sua página do Facebook na segunda-feira, o embaixador disse que foi chamado para ouvir “protestos contra o recrutamento violento em curso e as operações de busca aberta nas ruas”.

O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia e a embaixada ucraniana na Hungria não responderam aos pedidos de comentários enviados por e-mail.

O primeiro-ministro Orbán, enfrentando um adversário invulgarmente forte, enquadrou as eleições como uma escolha difícil entre “guerra ou paz” e disse que os seus oponentes arrastariam a Hungria para uma guerra com a Ucrânia.

Ao contrário da maioria dos outros Estados-membros da União Europeia, a Hungria do primeiro-ministro Orbán mantém relações amistosas com Moscovo, recusando-se a enviar armas para a Ucrânia e insistindo que Kiev nunca poderá aderir à UE.

A suspensão do fluxo de petróleo através do oleoduto Druzhba, que transporta petróleo bruto russo para a Hungria e a Eslováquia através da Ucrânia, também aumentou as tensões.

Kiev afirma que os ataques russos danificaram o oleoduto, ao mesmo tempo que acusa o primeiro-ministro Orbán e o primeiro-ministro eslovaco, Roberto Fico, de o manterem fechado por razões políticas. Reuters

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