
O representante preso em São Paulo que tomou posse em dezembro foi Jardel Neto Pereira da Cruz, 28 anos, conhecido como “Dedel” e “Frau Nelas”, que serviu como chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Roraima, treinando adolescentes para os assassinatos de Roraima. Namorado da representante de Jardel, Laila Lima Ayoub, preso em São Paulo sob suspeita de defender grupos criminosos. Investigações da Polícia Federal (PF) de 2021 mostram que Dedel planejava utilizar adolescentes porque a lei prevê penas mais leves para essa faixa etária, o que dificultaria a responsabilização criminal. “Além disso, constatou-se que JARDEL implementará uma nova diretriz na representação regional da facção em Roraima visando dar prioridade aos menores nos crimes, especialmente nos homicídios, para aproveitar o atual sistema jurídico que é menos rígido com esta faixa etária e assim frustra as investigações criminais adequadas”. 👉 Jardel é natural de Santa Ynez do Maranhão, e foi preso em Roraima em 2021 pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICO), ação coordenada pela PF. Jardel foi condenado a 8 anos de prisão por tráfico de drogas e organização criminosa. Ele está atualmente em liberdade condicional. Na mesma investigação, a PF disse que os acusados também ensinavam táticas de tortura a jovens da facção. Um vídeo publicado nas redes sociais de Jardel mostra os jovens batendo as mãos com um pedaço de madeira. O vídeo foi postado com a legenda “Quebre o chicote aqui”. Entre suas ações em Roraima, segundo a PF, o PCC foi acusado de assumir uma postura mais agressiva contra integrantes locais, inclusive organizando ataques contra autoridades do Judiciário, do sistema penal e das forças de segurança. Leia também: Conhecido como ‘Dedel’ e ‘Irmão Nelas’: Quem é o chefe do PCC que namora um deputado preso por ligações com o PCC Namorado de um deputado é preso por ligações com o PCC Jardel Neto Pereira da Cruz, 28 anos, conhecido como “Dedel” e “Irmão Nelas” Raça/Instagram. Segundo investigações da PF, Jardel chegou ao estado no início de 2021, com o objetivo de fortalecer a atuação do PCC no estado de São Paulo. Assumiu o papel de líder regional, conhecido internamente como “General de Estado”, e participou das decisões internas do grupo, como o chamado “Tribunal Criminal”, além de negociar na venda de armas e drogas. Entenda: “General de Estado” é título de chefe regional do PCC, responsável por coordenar as atividades das facções e participar da definição de normas e penalidades internas. As publicações de Zerdel nas redes sociais foram utilizadas como prova no inquérito Reprodutibilidade da PF que resultou na condenação de Zerdel a oito anos de prisão. Ao longo do processo, o Ministério Público de Roraimar (MPRR) reforçou as denúncias. “O arguido declarou-se associado da organização criminosa – PCC, confirmando o seu apoio às lideranças regionais do referido grupo criminoso”, citou parte da acusação que originou a condenação, assinada pelo procurador Carlos Alberto Melloto. Ele usou as redes sociais para adquirir armas, grandes somas de dinheiro e apoiar grupos criminosos. Prisão da deputada Layla Lima Ayub e do namorado Jardel Neto Pereira da Cruz, Roraima Instagram/Reprodução A deputada Layla Lima Ayub foi presa pelo Ministério Público de São Paulo, titular do PCC, durante investigação sobre infiltração em estruturas estatais pelo crime organizado. Segundo a investigação, ele manteve relações pessoais e profissionais com integrantes do PCC e exerceu a advocacia de forma irregular mesmo após assumir a representação em dezembro de 2025. Segundo o Ministério Público, Layla e Jardel são investigados por organização criminosa e crimes de lavagem de dinheiro. A Justiça determinou a prisão temporária do casal e autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Pará. Na cerimônia de posse do deputado, realizada no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo, Jardel Neto Pereira da Cruz esteve ao seu lado. As autoridades do Norte o identificaram como um dos líderes do tráfico de armas e drogas ligados ao PCC de Roraimar. As investigações também apuraram a compra de uma padaria na zona leste de São Paulo, com recursos de origem ilegal em nome de um “Homem Laranja” para esconder a verdadeira propriedade do negócio. Leia outras notícias do estado no G1 Roraima.


















