BAGDÁ, 24 de janeiro – Uma coalizão de blocos políticos xiitas com maioria no parlamento do Iraque anunciou no sábado que selecionou o ex-primeiro-ministro Nouri al-Maliki como seu candidato para o cargo.

A medida abre caminho para negociações para a formação de um novo governo, que terá de conciliar o delicado equilíbrio entre a influência dos EUA e do Irão.

O novo governo deve gerir dezenas de grupos armados que estão próximos do Irão e são responsáveis ​​perante os seus próprios líderes e não perante o Estado, ao mesmo tempo que enfrenta uma pressão crescente dos Estados Unidos para desmantelar estas milícias.

Segundo a constituição do Iraque, o parlamento deve eleger um presidente e dois deputados quando se reunir em 29 de Dezembro, e depois eleger um novo presidente no prazo de 30 dias. O presidente irá agora encarregar o maior bloco parlamentar de formar o governo.

A Estrutura de Coordenação, uma aliança política xiita, afirmou num comunicado que Maliki foi selecionado “com base na sua experiência política e administrativa e no seu papel na gestão do país”.

Maliki, membro do partido xiita Dawa, cumpriu dois mandatos como primeiro-ministro do Iraque, de 2006 a 2014, um período marcado pela violência sectária, lutas pelo poder com rivais sunitas e curdos e tensões intensificadas com os Estados Unidos.

Embora tenha renunciado em 2014, depois de o Estado Islâmico ter assumido o controlo de grande parte do país, continua a ser um político influente, liderando a Coligação para o Estado de Direito e mantendo laços estreitos com as forças apoiadas pelo Irão.

Ele continua a ser uma força poderosa na política iraquiana, apesar das acusações de longa data de que ele alimentou tensões sectárias e não conseguiu impedir o Estado Islâmico de assumir o controle de grandes áreas do país há uma década. Reuters

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