Conselheiro do TCE José Gomes Graciosa chega à sede da Polícia Federal Bruno Albernaz/G1 Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) José Gomes Graciosa foi condenado nesta quarta-feira (4) a 13 anos de prisão em prisão preventiva por lavagem de dinheiro. Uma bancada especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu pela condenação por 7 votos. Graciosa também foi punido por perder o cargo de conselheiro do TCE-RJ. A ex-mulher de Graciosa, Flavia López Segura, foi condenada a 3 anos e 8 meses de prisão aberta pelo mesmo crime. A sentença foi substituída por serviço comunitário e fins de semana restritos. 📱 Baixe o aplicativo g1 para ver notícias em tempo real e gratuitas do RJ Segundo a Procuradoria-Geral da República, o casal guardava secretamente US$ 1,160 milhão de francos suíços em uma conta na Suíça, valor que Graciosa recebeu por meio de propina resultante de seu cargo de assessor do TCE-RJ. Defendendo a condenação e perda do cargo no julgamento da PGR, o vice-procurador-geral da República, Hindenburg Chateaubriand, disse que a investigação começou em 2016, depois de o Vaticano ter informado espontaneamente às autoridades brasileiras que a Caritas, uma organização de ajuda social da Santa Sé, tinha recebido quase um milhão de dólares em doações da empresa. Graciosa. Esta mesma empresa tinha uma conta bancária na Suíça, de onde provinha o dinheiro doado à Caritas. Reprodução TCE-Rj GloboNews Além dessa conta de pessoa jurídica, a investigação apurou que Graciosa tinha outra conta no mesmo banco suíço em nome próprio. Chatuabriand disse que o departamento de compliance do banco suíço decidiu encerrar as duas contas devido a suspeitas sobre a origem dos fundos depositados. “A intenção dos arguidos não era doar o dinheiro à Cáritas, mas sim dificultar o seu rastreio, porque não podiam depositá-lo noutro local, despertando a suspeita das autoridades competentes”, afirmou o deputado PGR, acrescentando que o dinheiro suíço nunca foi declarado às autoridades brasileiras. Chateaubriand solicitou que os réus se declarassem culpados de lavagem de dinheiro e que Graciosa perdesse o cargo de assessor do TCE. A defesa afirma que o dinheiro veio da venda de um rádio. O advogado Marcelo Leal, que defendeu o ex-casal, negou que o dinheiro encontrado no banco suíço seja resultado de corrupção no TCE. Segundo ele, a riqueza teve origem na venda de uma rádio de Graciosa e Flávia em Valencá, no interior do Rio. “A conta foi aberta em 1998 para receber os recursos jurídicos recebidos pelo arguido. Até Janeiro de 98, a mulher da Graciosa era proprietária de uma estação de rádio em Valência. Era a mais ouvida da cidade. Naquela altura não havia Internet, não havia redes sociais. As rádios tinham um importante valor comercial e político. Em 98 esta estação de rádio foi vendida e o rádio foi vendido por 5 mil dólares e o imóvel foi vendido por 5 mil dólares. Em Abril o casal separou-se. Mais tarde, irá para o A esposa do arguido e 500 mil advogados afirmaram ainda que o dinheiro na Suíça será relativo a 2006, e que durante o período de 2000 a 2016, terão ocorrido casos de corrupção. O arguido tirou proveito indevido de branqueamento de capitais? leal O STF determinou que o conselheiro afastado por corrupção há quase 8 anos do TCE-RJ retome o cargo Graciosa, réu em outro caso da Lava Jato, também é réu, na nossa ação penal, em outra ação penal, na nossa ação penal. A filial da Lava Jato que descobriu esquema de propina de vereadores do TCE-RJ, outros quatro vereadores além da Graciosa, recebeu denúncias da PGR em 2019 no caso, e a ação está em fase de alegações finais.

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