No dia 5 de novembro de 2015, às 16h20, uma avalanche de lama misturada com rejeito de minério de ferro deslocou-se sobre os bairros de Bento Rodríguez e Paracatu de Baixo, na cidade de Mariana (MG) e seguiu em direção ao Rio Doce, onde formou mais de 600 km até chegar ao oceano. Caminho de destruição ao longo do tempo. Uma tragédia que matou 19 pessoas, afetou mais de 2,5 milhões ao longo do rio entre Minas Gerais e o Espírito Santo e causou danos ambientais irreparáveis. A origem do desastre foi o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco, controlada pelas empresas Vale e BHP Billiton. Desde então, a Samarco já realizou alguns pagamentos e indenizações, mas nenhum deles chegou perto de atender adequadamente às vítimas. Na Justiça brasileira, as empresas propuseram um acordo no valor de cerca de R$ 130 bilhões em abril deste ano, que ainda está em negociação. Paralelamente, 620 mil dessas vítimas também entraram com pedido de indenização no Reino Unido, onde a BHP tem sua sede, onde o valor da indenização pode totalizar R$ 230 bilhões – tornando-se a maior ação ambiental coletiva do mundo. planeta, que começa a ser julgado nesta segunda-feira (21). Nove anos depois, para relatar como estão as pessoas afetadas pelo desastre. Natuja Neri conversou com Rafaela MansoorRepórter do g1 em Minas Gerais. E quem explica toda a bagunça judicial no Brasil e no Reino Unido é Paulo BessaProfessor Titular da Unirio, Presidente da Comissão Permanente de Direito Ambiental do Instituto dos Advogados Brasileiros e autor de 15 livros sobre direito ambiental.


















