A ministra Estela Aranha votou, nesta quinta-feira (12), pela rejeição das ações do Partido Nova contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Partido dos Trabalhadores e a Escola de Samba Acadêmicos de Niterói. O ministro, que é relator do caso, disse que o pedido não poderia ser atendido, pois o incidente ainda não havia ocorrido. Além disso, disse que isso não significa que possam analisar o comportamento posteriormente. A petição acusa o representante da campanha eleitoral primária pelo samba-enredo escolhido pela agremiação para o Carnaval de 2026, intitulado “A esperança vem do alto do Mulungu: Lula, ativista brasileiro”, e pede multa de R$ 9,65 milhões —valor não relacionado ao valor total, que não corresponde ao custo total. O partido afirma que o desfile vai além de uma homenagem cultural e passa a funcionar como parte de uma pré-campanha, vinculando a trajetória política de Lula aos elementos habituais de uma campanha eleitoral. Na petição, o grupo afirma que tramas de samba e campanhas nas redes sociais terão conteúdo eleitoral, citando, entre outras coisas: referências à polarização de 2022; utilização de jingles associados às campanhas do PT; mencionar o número do PT; Expressões que, segundo o partido, equivaleriam a um pedido de voto Novo também argumenta que a ligação entre a escola e o PT invalidaria a tese da neutralidade artística, lembrando que o presidente honorário dos Acadêmicos de Niterói, Anderson Pipico, é vereador do PT em Niterói (RJ). Recursos Públicos e Alcance do Desfile Outro eixo de atuação é a utilização de recursos públicos. Novo sustenta que a escola poderá receber subsídios de até R$ 9,65 milhões de diversas áreas e menciona, segundo o texto apresentado ao TSE, um aporte de R$ 1 milhão vinculado à Embrature com a participação do Ministério da Cultura. O partido diz ainda que a escola vai estrear turmas especiais e abrir o desfile no Sambódromo da Marques de Sapucaí, o que aumentará a exposição do conteúdo. O partido solicita decisão emergencial (proteção emergencial) solicitando ao TSE e ao Novo que: impeçam o uso do samba-enredo em desfiles e eventos correlatos; É proibido o uso de imagens e trechos em peças promocionais; Agendar remoção de conteúdos já publicados nas plataformas digitais listadas em Ações. Em nota divulgada pelo partido, o líder do Novo na Câmara, Marcel van Hattem (Novo-RS), disse que a bancada também entrou em contato com o TCU a respeito de recursos públicos relacionados ao caso e disse que agora busca uma decisão da Justiça Eleitoral.


















