CORTINA D’AMPEZZO, Itália, 8 de fevereiro – O mais alto tribunal do esporte mundial rejeitou neste domingo um recurso para revogar a exclusão da modeladora italiana Angela Romei da seleção feminina dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina devido a alegações de favoritismo.

Romei pediu ao Tribunal Arbitral do Esporte que anulasse a decisão da Federação Italiana de Esportes no Gelo de substituí-la no elenco em favor da filha do diretor técnico da seleção nacional.

A filha de Marco Mariani, Rebecca Mariani, de 19 anos, foi uma das cinco modeladoras selecionadas para a seleção italiana no torneio feminino de Cortina d’Ampezzo, que começa na próxima semana.

O CAS disse em comunicado no domingo que uma audiência foi realizada no sábado e que o árbitro considerou improvável que um técnico selecionasse um atleta “simplesmente para ajudar um membro da federação a adicionar um membro da família à escalação olímpica”.

“Eles determinaram que era igualmente improvável que ele endossasse declarações falsas ou fabricadas para justificar tal decisão”, acrescentou o comunicado.

Romay também apelou ao órgão regulador do esporte, World Curling (WCF), que lhes disse que a seleção da seleção italiana era uma questão da federação italiana.

“O árbitro único determinou que o WCF não tinha autoridade de tomada de decisão para atender ao pedido do Sr. Romay e confirmou que não era mandato da Federação Internacional revisar o processo de seleção em nível nacional”, acrescentou o CAS.

A federação italiana defendeu a inclusão de Mariani na seleção, dizendo à Reuters que foi uma decisão “técnica”. Reuters

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