
Câmara Municipal suspende dois cursos da Universidade do Estado de Mato Grosso após empréstimo à Unemat Os cursos de Direito e tecnologia na construção civil da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) foram suspensos nesta segunda-feira (9) devido a empréstimo da Câmara Municipal Confessora à instituição localizada a 1.160 quilômetros de Cuaba. A universidade não possui campus na cidade e os cursos são oferecidos por meio de convênio com a administração municipal administrado pela Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faespe). O g1 procurou orientação da Prefeitura, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. ✅ CLIQUE AQUI PARA SEGUIR O CANAL g1 MT NO WHATSAPP Pelo menos 50 alunos de cada curso são afetados pelo cancelamento das aulas. Assista aos vídeos em alta no G1 Das sete parcelas previstas até o momento, a Prefeitura movimentou apenas quatro, segundo a Unimat, enquanto cinco parcelas já foram aprovadas. A instituição informou que a Prefeitura acumulou uma dívida de R$ 362.803,68 apenas no curso de Direito, com atraso de mais de 400 dias, além de uma parcela pendente no curso de construção civil. “A justificativa da Prefeitura para o relatório pendente é um equívoco de interpretação, uma vez que a lei e o acordo impedem a prestação de contas de bens que ainda não foram efetivamente transferidos pelos entes públicos”, afirmou em nota. A Prefeitura foi notificada oficialmente da situação quatro vezes antes da interrupção das aulas, segundo a Unemat, que esclareceu ainda que houve um pagamento identificado como “quinta parcela” pela Prefeitura sem a quarta, criando uma discrepância cronológica. “Esta transferência isolada, próxima da duração da conferência, criou um saldo bancário nominal que não reflete a realidade do orçamento, porque o valor está vinculado a despesas já comprometidas e a compromissos educacionais que foram previamente estimados e ainda não pagos por falta de fluxo financeiro, não suficientes para continuar os semestres”, informou a universidade. A retomada do calendário acadêmico está sujeita à regularização financeira. As operações serão normalizadas em até cinco dias úteis após o pagamento de pelo menos duas parcelas pendentes. O diretor regional explicou ao g1 que o curso só deverá retornar depois que os pagamentos estiverem regulares. “Estes já foram formalmente encaminhados e esperamos regularizá-los o mais rápido possível”, afirmou. Em março de 2023, a Prefeitura e a universidade firmaram essa parceria por meio de convênio. As aulas são oferecidas à noite.


















