Governador Eduardo Riedel fala sobre equilíbrio fiscal e atuação em rodovias estratégicas O governador Eduardo Riedel (PP) foi entrevistado, nesta segunda-feira (9), pelo “Papo Das 7”, painel de entrevistas do telejornal “Bom Dia MS”. Ele destacou os principais avanços e desafios da infraestrutura rodoviária em Mato Grosso do Sul. Assista a entrevista completa acima. Segundo Riedel, 2026 marca um ciclo de modernização com grandes concessões, expansão das redes pavimentadas e início de obras fundamentais para atender ao crescimento do setor produtivo. O governador confirmou que o contrato de concessão de mais de 870 quilómetros da rota da pasta será assinado em Janeiro, após atraso devido à inelegibilidade da empresa vencedora do segundo leilão. ✅ CLIQUE AQUI PARA ACOMPANHAR O CANAL g1 MS NO WHATSAPP Duplicação de rodovias críticas para MS, ao assinar, a concessionária assume imediatamente a operação rodoviária, início da sinalização, reparos emergenciais e melhorias no pavimento. As obras estruturais – como duplicação, terceira faixa e implantação de praças de pedágio em modelo de fluxo livre – terão início em 2026. O cronograma prevê que 70% da obra seja concluída em 8 a 9 anos. “É muito importante. Duplicações consideradas necessárias ainda não atendem a todas as necessidades Embora as novas concessões acrescentem mais de 1,7 mil quilômetros de rodovias sob operação privada nos próximos anos, Riedel admite que o volume ainda não atende todo o potencial de crescimento do estado. Segundo ele, a duplicação da BR-060 (Campo Grande-Sidrolândia) e da BR-262 (Campo Grande-Aquidauana) é “absolutamente essencial” para o progresso econômico. O governo federal deverá licitar as hidrovias do Paraguai e a ferrovia Malha Oeste em 2026, ampliando as opções logísticas. BR-262: Edital já está sendo elaborado para o projeto. Em 2026, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) deverá lançar edital com estudo de viabilidade da obra. BR-060: Notificação de estudo de viabilidade de obras já implantadas. O próximo passo é selecionar as empreiteiras que executarão as obras por meio de licitação. MS-040: Manutenção e obras até a concessão já licitada Alvo de frequentes reclamações dos motoristas, a MS-040 permanecerá sob responsabilidade do governo até a assinatura da concessão, também prevista para janeiro. O estado, segundo Riedel, mantém equipes de manutenção para garantir o mínimo de tráfego. “A partir de janeiro a concessionária vai assumir e trazer um novo patamar de investimento, onde ainda há longos trechos sem conectividade”, disse. Além disso, já foi licitada a pavimentação do trecho entre Santa Rita e Brasília, abrindo um novo corredor de acesso ao estado de São Paulo. Eixos rodoviários avançados para atender megaprojetos O governador também detalhou obras que atendem grandes projetos industriais em andamento: Arauco (Inocencia): obras em ritmo acelerado; Mais de R$ 25 bilhões foram investidos no trecho entre Água Clara e Inocência. Brassel (Bataguaçu): Emissão de licença de instalação; As obras deverão começar no início de 2026. A pavimentação e melhoria da MS-320 e MS-377 complementam o acesso industrial. Coletivamente, os investimentos privados atingiram cerca de R$ 47 bilhões. Riedel destacou que o estado continua ampliando trechos pavimentados em áreas que antes não tinham acesso adequado, reforçando o plano de garantir rotas alternativas de drenagem. “Estradas, ferrovias e hidrovias formam o eixo do desenvolvimento. Os trabalhos continuam”, disse. Com a chegada de novas iniciativas de formação de mão de obra e a expansão logística, o governador disse que o estado intensificou a qualificação profissional em parceria com o Sistema S e as escolas estaduais. Cerca de metade dos estudantes do ensino médio já participam de cursos profissionalizantes. “Temos a certeza de que esta procura, este crescimento, esta prosperidade, encontrará pessoas qualificadas”, disse. Atual situação fiscal do estado Segundo o governador, o estado atravessou 2025 com foco na manutenção do equilíbrio fiscal, mesmo diante da queda da arrecadação de ICMS do gás — apontada como principal razão do desequilíbrio transitório nas contas públicas. Segundo ele, garantir a saúde financeira do Estado é condição fundamental para a manutenção da política social, do investimento e da capacidade de resposta às necessidades da população. Portanto, a administração adotou um rigoroso processo de revisão de custos ao longo do ano. Em agosto, foram ordenadas reduções de custos para revisão dos contratos vigentes com o objetivo de reduzir os valores contratados em 25%. Assim, foram reduzidas despesas como diárias, ingressos, participação de funcionários em eventos e seminários, além de horas extras. Segundo o decreto, também devem ser evitadas despesas como aquisição de veículos novos, móveis, equipamentos e outros bens considerados fixos. O governador explicou que o governo precisa ser “mais rígido, firme e criterioso”, evitando gastos não essenciais. “As pessoas muitas vezes reclamam, mas se não for essencial, não está disponível”, disse ele. Segundo ele, as medidas de controle tiveram impacto e permitiram ao Estado recuperar parte da estabilidade perdida com a diminuição da arrecadação. Apesar do impacto do ICMS no gás, o governador destacou que Mato Grosso do Sul está entre os estados que mais crescem no país, ajudando a compensar a perda através do aumento da atividade económica — e não através do aumento de impostos. Ajustado, o governo espera encerrar o ano com finanças equilibradas. Para 2026, a receita do Estado deverá crescer ainda mais. “Trabalhamos muito na qualidade das despesas e deu resultados definitivos”, afirmou. O governador também falou: RH presta serviços de leilão de feminicídios em fábrica de fertilizantes em Trus Lagoas 1. O governador disse que o aumento dos feminicídios no Mato Grosso do Sul – 37 casos em 2025, um a mais que no ano anterior – é “inaceitável” e ressaltou que os problemas do estado não compreendem com precisão os dados em todos os casos. Destacou que o combate à violência contra as mulheres exige uma acção concertada entre o executivo, o judiciário, os ministérios públicos e as redes de protecção, além de medidas educativas. As iniciativas já tomadas incluem a ampliação da Sala Lilás nas delegacias, o fortalecimento da Casa da Mulhar Brasileira, o acolhimento seguro para mulheres ameaçadas e a capacitação de mais de 80 policiais para acelerar medidas de proteção fora do horário de expediente. Mesmo com os avanços, o governador reconheceu que ainda há muito a fazer. Ele afirma que embora algumas estruturas funcionem bem, outras precisam ser melhoradas, principalmente na comunicação entre as organizações. Segundo ela, o combate à violência de género é um processo contínuo, que exige que os agentes governamentais trabalhem continuamente nas escolas para construir uma posição forte e uma cultura de respeito. “Não tem clique e agora está pronto. É todo dia, a liderança está trabalhando para mudar esse conceito”, enfatizou. 2. O governo anunciou também uma mudança estrutural no modelo de gestão dos hospitais regionais, com a expectativa de ampliar a capacidade de atendimento e melhorar a qualidade dos serviços prestados à população. Segundo o governador, as reformas começaram após o leilão realizado na bolsa na semana passada, que definiu um parceiro privado para participar do funcionamento do hospital. O novo modelo prevê que a empresa vencedora administre áreas como recepção, hotelaria, jardins, alimentação e outros serviços internos. Além disso, o projeto inclui a construção de um novo prédio, que ampliará a estrutura de 362 para 577 leitos – considerado significativo pelo governo. O grupo privado deverá iniciar as operações no edifício atual nos próximos seis meses. As obras do novo edifício deverão começar dentro de nove meses, sendo que a primeira fase demorará cerca de 18 meses a ser concluída. Depois disso, terá início a reforma completa do antigo prédio. No total, a duração do projecto ultrapassou os três anos e, segundo o governador, deverá resultar numa maior eficiência e melhores serviços para os cidadãos que dependem dos hospitais regionais. 3. O Governador Três Lagoas também comentou a nova moratória da Unidade 3 de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-3) e reconheceu que sempre há a expectativa de que o processo ande mais rápido. Segundo ele, apesar do atraso, houve conquistas importantes ao longo do tempo, como a inclusão do setor de fertilizantes no plano estratégico da Petrobras e a garantia de que a estatal preservaria a estrutura fabril, evitando que a obra se deteriorasse. Ele disse ainda que a Petrobras lançou todo o programa relacionado ao projeto e confirmou que o UFN3 permanecerá na carteira de investimentos da empresa. O governo espera, no próximo ano, que sejam feitos os concursos necessários para garantir a continuidade e, finalmente, a conclusão da unidade, permitindo-lhe entrar em funcionamento. Assista vídeos de Mato Grosso do Sul:

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