Sergio Nahas é preso 24 anos após matar a esposa Esta semana, a polícia prendeu o empresário Sergio Nahas, condenado pelo assassinato de sua esposa Fernanda Orfali, morta com um tiro no peito em 2002. Ele está foragido desde 2025 e foi localizado em uma praia da Bahia com câmera facial. Enquanto a família de Fernanda aguardava justiça, Sergio viveu em liberdade por 24 anos, até o caso chegar ao tribunal final. Nesse período, o Brasil mudou leis e ampliou a compreensão da violência contra as mulheres. O crime é quase tão antigo quanto a vítima. Fernanda Orfali foi assassinada em 14 de setembro de 2002, aos 28 anos. Foi casada durante seis meses com o empresário Sergio Nahas, de 38 anos, com quem namorou por um ano. Fernanda era a caçula de quatro irmãos. Naquele dia, poucas horas antes de ser morta, Fernanda estava na casa do irmão Alexandre. O crime aconteceu no apartamento do casal, no quinto andar de um prédio em Higinópolis, um dos bairros mais nobres de São Paulo. Segundo a família, durante a briga, Fernanda ligou para um dos irmãos e pediu ajuda para sair de casa. Ele queria ser diferente. A mala já estava pronta e Fernanda se escondeu no armário. A ligação foi para seu irmão mais velho, Júlio, que contatou Alexandre, que morava nas proximidades. Quando Alexandre chegou ao apartamento, Fernanda já estava morta. A arma utilizada no crime pertencia a Sergio Nahas e não tinha registro como as demais guardadas no apartamento. Foram dois tiros. À polícia, Sergio informa que Fernanda cometeu suicídio. Ele disse que se barricou no armário e deu um tiro no peito, após errar o primeiro tiro que teria atingido a janela. Ele disse que ao ouvir o som de tiros, a porta quebrou. Para o ministério público, Fernanda foi morta. A investigação concluiu que Sergio Nahas arrombou a porta do armário e atirou na esposa após se sentir ameaçado durante o confronto. “Ele descobriu que saía com algumas travestis e que usava drogas. E isso, aliás, também foi descoberto durante o processo. Entendemos que aquele momento de possível exposição o levou a esse ato”, disse o advogado da família, Riccardo Schezzi. Sergio Nahas foi acusado de homicídio. Para a promotoria, Fernanda também temia divisão de seus bens caso pedisse o divórcio. A defesa enfatizou a teoria do suicídio e disse que Fernanda estava em tratamento para depressão. O relatório técnico-científico da polícia não encontrou vestígios de pólvora nas mãos das vítimas. A defesa alegou que a pistola utilizada deixaria apenas resíduos de roupas. “(Os tiros) foram disparados por terceiros, ou seja, a vítima não poderia ter disparado ela mesma”, disse o advogado. Nahas foi preso por posse de armas ilegais, mas foi libertado após 37 dias por decisão judicial. Enquanto aguardava um julgamento gratuito, ele se casou novamente e teve dois filhos. Ao longo dos anos, a defesa apresentou recursos constantes, o que atrasou o desfecho do caso. O julgamento só foi realizado em 2018, 16 anos depois do crime. Sergio Nahas foi condenado a sete anos de prisão semiaberta pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. A defesa recorreu e o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal. A pedido do Ministério Público, o tribunal de primeira instância aumentou a pena e impôs uma pena de prisão de oito anos e dois meses. O julgamento segue a lei em vigor no momento do crime. A Lei do Feminicídio foi aprovada apenas em 2015. Em junho de 2025, todos os recursos apresentados por Sergio Nahas foram esgotados e o STF foi considerado culpado. Um tribunal de São Paulo emitiu um mandado de prisão para início do cumprimento da pena. Sergio não foi localizado e foi considerado foragido. Até o último sábado, quando foi identificado por uma câmera de reconhecimento facial em Praia do Forte, na Bahia. Ele estava hospedado em um condomínio de luxo. Com ele, os agentes encontraram cocaína e três celulares. Sergio Nahas deve ser transferido esta semana para o presídio de Tremembé, em São Paulo. Em nota, a defesa afirmou que Sergio Nahas já morava na Bahia há anos, antes mesmo da emissão do mandado de prisão. Ele disse ainda que há um pedido em andamento no tribunal superior e que se trata de um idoso que sofre de graves problemas de saúde. Segundo Shayzi, o crime cometido por Nahas acarreta atualmente pena mínima de 20 anos. Ouça podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTIC O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais apps de podcast, o Fantástico traz ótimas reportagens, investigações e histórias interessantes para podcasts com a chancela jornalística: profundidade, contexto e fatos. Acompanhe, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu reprodutor de podcast preferido. Há um novo episódio todos os domingos. PRAZER, RENATA Podcast ‘Prazer, Renata’ está disponível no g1 e no principal app de podcast. Acompanhe, inscreva-se e curta ‘Prazer, Renata’ na sua plataforma preferida.

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