
Empresário planta girassóis e transforma paisagem de condomínio em Miguelópolis Um jardim de girassóis transforma a paisagem de um condomínio náutico às margens do Rio Grande, em Miguelópolis (SP) e começa a atrair a atenção de moradores e visitantes. A iniciativa é do empresário Fabrizio Bruno Harmini, 48 anos, fundador do empreendimento, que decidiu usar terras ainda não urbanizadas como alternativa para evitar o crescimento de plantas altas sem a necessidade do uso de agrotóxicos. No total, cerca de 22 hectares foram ocupados por jardins do condomínio. ✅Clique aqui para acompanhar o canal g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp O cultivo começa no dia 4 de outubro e após cerca de 70 dias os girassóis começam a florescer no dia 25 de dezembro. O período corresponde ao ciclo natural da planta. Com plantas que ultrapassam dois metros de altura, os girassóis começam a chamar a atenção de moradores e visitantes do condomínio Marcelo Moraes EPTV LEIA TAMBÉM: Jardim de girassóis vira atração em SP e moradores fazem fila para tirar fotos Filho convence pai a plantar girassóis e mudar paisagem de ruas rurais em Moro Agudo Segundo o empresário, além de mudar o visual do local, plantar árvores reduz custos e exige manutenção regular de v. Antes sempre precisávamos ter cuidado. Agora conseguimos ocupar o terreno por muito tempo com menos intervenção”, explica Fabrizio. Jardim de girassóis em condomínio em Miguelópolis, SP vira ponto turístico Marcelo Moraes/EPTV 🌻 Na percepção dos moradores que moram ou trabalham em condomínios, as mudanças na paisagem podem ser percebidas no dia a dia. A professora Renata Manzine D’Antonio disse que o plantio trouxe uma nova dimensão para a área. “Precisava haver girassóis? Veja, sim, era necessário para trazer mais beleza. Certamente parecia divino.” A governanta Edvânia dos Santos disse que costuma passear pelo condomínio no início do dia só para ver as flores. “É como o paraíso pela manhã. Às vezes saio para caminhar e é lindo. Muito, muito lindo.” Imagem aérea mostra jardim de girassóis ocupando cerca de 22 hectares de condomínio às margens do Rio Grande, em Miguelópolis (SP) Marcelo Moraes EPTV Com o fim do ciclo de floração, Fabricio pretende reaproveitar as sementes de girassol para alimentar os pássaros, que passaram a frequentar a área. No futuro, disse, existe também a possibilidade de utilizar o produto para fazer óleo de girassol. 🌻 Impacto Ambiental e Biodiversidade Além do impacto visual, as flores também trazem impacto ambiental. Segundo a pesquisadora Jacqueline Batista, da Universidade de São Paulo (USP), a presença dos girassóis atrai polinizadores, principalmente as abelhas, que desempenham papel fundamental na reprodução das plantas. “Esse processo favorece uma melhor formação das plantas e aumenta a diversidade genética. É mais atrativo para as plantas quando há troca de gametas entre indivíduos diferentes do que a autofecundação.” Ele explica que durante a polinização, as abelhas fixam pólen em seus corpos, que transportam de uma flor para outra enquanto se alimentam de néctar. Abelhas levam pólen de girassol para lavouras cultivadas em condomínio em Miguelópolis, SP Marcelo Moraes/EPTV Parte desse pólen é levado até a colmeia, onde serve de alimento. Segundo Jacqueline, a presença de flores nas áreas urbanas ajuda a restaurar a biodiversidade. “Quando temos essas plantas em ambientes urbanos, as flores atraem visitantes, como abelhas nativas, que foram perdidas ao longo dos anos. Isso ajuda a restaurar a biodiversidade dentro dos centros urbanos”. *Veja mais notícias da região com curadoria de Flavia Santucci


















