Caso mestre: Justiça bloqueia R$ 376,4 milhões em ações do BRB Estudo do projeto de lei de Consultoria Legislativa (Conlegis) da Câmara Legislativa do Distrito Federal que autoriza o governo do DF a oferecer nove imóveis públicos como garantia de empréstimo de um bilhão de dólares contraído pelo Banco de Brasília (BRB). ✅ Clique aqui para acompanhar o canal g1 DF no WhatsApp. Segundo o documento, existe o risco de ‘desperdício de recursos públicos’ caso a proposta seja aprovada. O estudo observou que o projeto de lei continha uma “extensa lista de fragilidades”, como a ausência de documentos, relatórios e informações estratégicas que pudessem permitir a análise de possíveis respostas orçamentais e fiscais. “Esta medida pode, na prática, resultar numa transferência relevante de recursos públicos sem medidas adequadas, o que vai contra o princípio da prudência fiscal”, refere o documento. Reprodução BRB/TV Globo Conlegis recomenda que a câmara legislativa solicite mais informações ao governo sobre “estimativas de impacto financeiro, incluindo limites e condições claros, avaliações consolidadas de ativos e mecanismos mais fortes de transparência e controle”. O projeto foi enviado à CLDF na terça-feira (24). O governo esperava que fosse votado e aprovado no mesmo dia, mas, por lacunas no texto, a análise foi adiada para a próxima semana. O estudo técnico da proposta foi encomendado pelos deputados Fabio Félix (PSOL), Jorge Viana (PSD) e Pepa (PP) à consultoria jurídica. Na pesquisa sobre fraquezas, Konlegis disse que o projeto tinha “deficiências na governança fiscal e na transparência”. O texto considera a proposta “inaceitável”. Os pontos destacados incluem a ausência de: estimativas de impacto orçamentário-fiscal; Declaração de que o projeto apresenta adequação orçamental e financeira à lei orçamental anual, bem como conformidade com o plano plurianual e lei de orientações orçamentais; Estimativas de valores potenciais de contribuição; Avaliação económico-financeira de imóveis; Dotações orçamentais específicas na Lei Orçamental de 2026; avaliar metas de receita; Avaliação do risco de capitalização dos ativos do DF; Avaliar o impacto do ativo nas empresas que o utilizam. O estudo reconhece que o projeto tem como objetivo legítimo o fortalecimento institucional do BRB, mas destaca que não representa “robustez suficiente” do ponto de vista da responsabilidade fiscal. Portanto, ele é considerado inelegível. DF não venderá mais imóveis para ajudar a vice-governadora do Distrito Federal do BRB, Selina Leo (PP), disse nesta quarta-feira (27) que o projeto enviado à CLDF não prevê a venda de imóveis públicos. Contudo, a proposta prevê claramente a possibilidade de alienação (venda) de activos. Selina disse que a intenção do governo é garantir qualquer empréstimo ao governo para fortalecer o balanço do banco. “O projeto vai introduzir um fundo, uma estrutura de R$ 2 bilhões, apenas para a validação do empréstimo. Porque não se pode tomar empréstimo sem garantia ou garantia. Apesar do anúncio, o texto que tramita na Câmara legislativa prevê ambas as possibilidades – e alguns outros, recursos para uso. Proposta do BRB aos acionistas muda plano de resgate do GDF BRB O Banco de Brasília (BRB) pretende emitir até 1,67 bilhão de ações ordinárias nas próximas semanas para captar recursos no mercado e fortalecer o patrimônio da instituição. Com essa emissão, o BRB espera aumentar o capital social próprio do banco em no mínimo R$ 529 milhões – e no máximo R$ 8,86 bilhões. Hoje, o capital social do BRB é de R$ 2,34 bilhões. Ou seja: se conseguir captar o valor máximo, a capitalização do BRB será de R$ 11,2 bilhões – quase quatro vezes o seu valor atual. ➡️Todos esses números constam da proposta que será levada à assembleia geral extraordinária de acionistas do banco, convocada para o dia 16 de março. ➡️Ou seja: todo esse plano ainda precisa ser aprovado pelos investidores do banco – inclusive pelo governo do Distrito Federal, que é o acionista controlador e detém 71,92% do capital do Banco BRB. Garantia de empréstimos Enquanto isso, o governo do DF tenta fortalecer o patrimônio do BRB com outra medida: a alienação de nove grandes imóveis públicos, que podem ser vendidos ou usados ​​como garantias de empréstimos de até R$ 6,6 bilhões. O processo ainda precisa ser aprovado na Câmara Legislativa do DF, mas tem enfrentado resistência de opositores ao governo Ibanez Rocha (MDB) e até de aliados do governador. O BRB espera aprovar dentro de três semanas o projeto de resgate, que pode vir até do fundo garantidor de crédito, segundo apurou o G1, estimativa citada pelo BRB em plano “precautório” entregue ao Banco Central há duas semanas. O objetivo é garantir que o banco se mantenha forte e não crie desconfiança no mercado. Ou seja: evite prejudicar a credibilidade do BRB. ⬆️ Com essa garantia do governo do DF, o BRB poderá captar recursos em condições mais favoráveis ​​– com juros mais baixos, por exemplo – para dar mais continuidade ao balanço do banco após a fracassada transação de compra do Banco Master nos últimos anos. ⬇️ Por outro lado, caso não consigam pagar o empréstimo no futuro, o BRB e o DF poderão ser forçados a desinvestir (vender) esses ativos para pagar os compromissos do governo. Quais recursos o GDF deseja fornecer? Ver Lista: SIA, Seção de Serviço Público, Lote F – Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) SIA, Seção de Serviço Público, Lote G SIA, Seção de Serviço Público, Lote I SIA, Seção de Serviço Público, Lote H SIA, Seção de Serviço Público, Lote C – Pertence à CEB; SIA, Seção de Atendimento Público, Lote B – pertencente à Novacap; Centro Metropolitano, Quadra 03, Conjunto A, Lote 01, Taguatinga – é sede do centro administrativo do DF, abandonado há mais de uma década; A “Gleba A”, de 716 hectares, pertence à Terracap – o documento não informa o endereço exato. Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.

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