
O DIU não aumenta a chance de câncer de mama em 40% Pesquisadores chineses descobriram um mecanismo que ajuda as células do câncer de mama a escapar da ação do nosso sistema imunológico. Pesquisas mostram que esses tumores podem alterar os mecanismos naturais de defesa do organismo, o que favorece a progressão da doença. O estudo foi publicado na revista científica Science Bulletin e foi conduzido por cientistas da Universidade Sun Yat-sen, no sul da China. Segundo os autores, a descoberta ajuda a entender por que alguns tumores continuam a crescer mesmo quando o corpo detecta a presença de células anormais. ✅ Clique aqui para acompanhar o novo canal do g1 no WhatsApp Em circunstâncias normais, as células danificadas no DNA acionam um sistema interno de alerta que sinaliza ao sistema imunológico que há um problema. 🧬 Esse processo geralmente desencadeia uma resposta para eliminar células defeituosas e é considerado uma das formas naturais de proteção do corpo contra o câncer. Estudos demonstraram, entretanto, que alguns tumores de mama podem interferir nesse processo. Segundo os pesquisadores, essas células começam a produzir em excesso uma molécula chamada FAM83H-AS1, um RNA não codificante que altera a forma como o corpo interpreta os sinais de alerta. Como resultado, o sistema imunológico não estimula mais um ataque eficaz contra o tumor. Na prática, a ativação deste sistema suporta um tipo de inflamação persistente, que não erradica as células cancerígenas. Este processo cria um ambiente que inibe a atividade das células imunológicas e ajuda o tumor a permanecer ativo. ➡️ Assim, os pesquisadores descobriram que tumores com níveis elevados de FAM83H-AS1 apresentaram menos resistência e foram associados a um pior prognóstico em pacientes com câncer de mama. Leia também: A temperatura ideal do ar condicionado varia em 2,5ºC para homens e mulheres: como a ciência explica a diferença? Por que é tão difícil dormir quando as noites são quentes como o dia? A resposta está na vasodilatação As bebidas naturais e com baixo teor alcoólico estão em ascensão como alternativas à cerveja no Brasil. Os autores mostraram que a mutação favoreceu a progressão do tumor e estava associada a um mau prognóstico. Segundo o estudo do Adobe Stock, a molécula identificada está localizada em uma região do DNA que tem sido associada ao risco de câncer ao longo dos anos. Esta região foi considerada um “deserto genético” porque contém poucos genes que produzem proteínas. C Porém, os resultados indicam que, apesar disso, a região abriga importantes elementos reguladores, capazes de influenciar diretamente o comportamento das células tumorais. E apesar de ajudar o cancro a escapar do sistema imunitário, o processo descrito também tem implicações no tratamento da doença. A inflamação persistente induzida por este processo leva à produção elevada da proteína PD-L1 pelas células tumorais. Essa proteína é alvo de medicamentos imunoterápicos já utilizados hoje, que atuam estimulando a ação do sistema imunológico contra o câncer. Segundo os autores, tumores com níveis elevados de FAM83H-AS1 ou ativação grave desse processo inflamatório podem responder melhor a esse tipo de tratamento. Dado que a sobre-expressão desta molécula já foi observada noutros tipos de cancro, os investigadores acreditam que o mecanismo identificado pode não se limitar ao cancro da mama. Agora, os cientistas esperam que as descobertas não só ajudem a identificar os pacientes com maior probabilidade de responder à imunoterapia, mas também contribuam para uma utilização mais direcionada dos tratamentos já disponíveis. 2 litros não serve para todos: saiba como calcular quanta água beber por dia

















