BOGOTÁ – A família de um colombiano morto em um ataque militar dos EUA a um barco no Caribe apresentou uma queixa contra os Estados Unidos à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).
A família de Alejandro Carranza Medina, de 42 anos, morto em 15 de setembro, negou as alegações de uso de drogas.
navio alvo
Ele participou da operação militar antidrogas de Washington e afirmou ser um pescador que apenas fazia seu trabalho em mar aberto.
“Sabemos que o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, foi responsável por ordenar o bombardeio de barcos como o de Alejandro Carranza Medina e pela morte de todos aqueles que estavam nesses barcos”, dizia a denúncia, obtida pela AFP em 3 de dezembro.
Com os ataques dos EUA nas Caraíbas e no Pacífico Oriental,
matou mais de 80 pessoas
O governo dos EUA alegou, sem fornecer provas, que os barcos transportavam drogas da Venezuela.
As famílias e os governos das vítimas afirmam que alguns dos mortos eram pescadores, e grupos de direitos humanos afirmam que os ataques são ilegais, mesmo que os alvos fossem, na verdade, traficantes de droga.
A denúncia da CIDH alega que Hegseth emitiu a ordem “apesar de não conhecer as identidades dos alvos desses atentados e execuções extrajudiciais” e que o presidente dos EUA, Donald Trump, a “ratificou”.
A CIDH é um órgão quase judicial da Organização dos Estados Americanos criado para proteger os direitos humanos na região.
Numa entrevista à agência de notícias AFP em outubro, a viúva de Carranza, Katerine Hernandez, disse que ele era uma “boa pessoa”.
Ele deixou quatro filhos.
“Ele não tinha nada a ver com o tráfico de drogas e sua atividade diária era a pesca”, disse Hernández.
O presidente colombiano, Gustavo Petro, classificou o ataque aéreo dos EUA como uma “execução extrajudicial” e prometeu apoio às famílias que buscam justiça. AFP


















