ISTAMBUL, 11 de fevereiro – Um tribunal turco condenou nesta quarta-feira a proeminente gestora de talentos Ayse Barim a 12 anos e seis meses de prisão por ajudar na tentativa de derrubar o governo, informou a agência de notícias Demiroren.

Barim foi preso no ano passado como parte de uma investigação relacionada aos protestos nacionais de 2013 no Parque Gezi. Barim foi posteriormente libertado devido a problemas de saúde.

De acordo com documentos judiciais anteriores e relatos da mídia, Ballim nega as acusações e diz que não coordenou com seus colegas de elenco nem lhes pediu que cooperassem com os protestos, como alegam os promotores.

Ballim, que está em tratamento, será libertado temporariamente enquanto se aguarda um recurso. No entanto, o tribunal decidiu que ela continuará sujeita a medidas de gestão judicial que a proíbem de viajar para o estrangeiro, informou também Demiroren.

Em 2013, inicialmente pequenas manifestações contra os planos de construção de um centro comercial no Parque Gezi, na Praça Taksim, no centro de Istambul, alargaram-se a centenas de milhares de pessoas que protestavam contra o governo a nível nacional, num dos maiores desafios em massa ao governo do Presidente Tayyip Erdoğan.

A dura repressão que se seguiu deixou 11 mortos, mais de 8 mil feridos e mais de 3 mil presos, segundo grupos de direitos humanos.

O governo de Erdogan disse que a repressão era justificada dada a ameaça ao Estado, e Erdogan chamou os manifestantes de “saqueadores” que receberam parte do seu financiamento do exterior, uma acusação negada pelos réus e grupos da sociedade civil. Reuters

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