A Autoridade Portuária de Santos (APS) planeja implementar uma plataforma de previsão local das condições marítimas e meteorológicas Fabricio Costa/Jornal A Tribuna Capacidade de coletar, analisar e usar dados climáticos e de mudanças climáticas para decisões práticas. Esse é o propósito da inteligência climática, ferramenta que vem ganhando adeptos num contexto onde as operações portuárias exigem cada vez mais agilidade e precisão. As preocupações afectam as empresas portuárias, bem como os gestores dos complexos portuários. E esta utilização estratégica de dados e análises climáticas ajuda a prevenir tudo, desde catástrofes ao planeamento de infra-estruturas, agricultura e energia. A Autoridade Portuária de Santos (APS) pretende implementar uma plataforma local de previsão das condições marítimas e meteorológicas para otimizar o planejamento e a gestão das operações portuárias. ✅ Clique aqui para acompanhar o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. “Os objetivos incluem a melhoria dos modelos de previsão, maior foco na previsão de vento, ondas, marés e correntes; visibilidade; clareza comparativa entre os dados medidos pela estação e os modelos previstos, permitindo ajustes contínuos para garantir a precisão em pontos críticos de segurança da navegação; Em 2024, a Santos Pear Manager assinou um acordo de cooperação visando o desenvolvimento e implementação do i4cast desenvolvido pela i4Sea. Segundo o CEO da empresa, Mateus Lima, a inteligência climática vem da combinação de dados e gráficos com o histórico regional. A empresa, sediada na Bahia, ganha força ao fornecer soluções por meio de uma plataforma para otimizar o planejamento das operações com as condições do mar e do clima. Assista vídeos de tendências no g1 “O porto de Santos é um dos portos com maior tempo de espera, muito congestionado. A inteligência climática reduziu o tempo de espera de um de nossos clientes de sete para três dias. Assim, consegue otimizar (solucionar) um gargalo que é o tempo de espera dos navios.” As decisões vão desde o melhor momento para fechar o canal de navegação devido a condições climáticas adversas até a contratação ou não de pessoal durante o trabalho. Ele cita um exemplo onde as decisões baseadas na inteligência climática são fundamentais. “Se um gerente de operações de um terminal de contêineres sabe que há 75% de chance de o porto fechar à meia-noite – horário previsto de chegada de um navio vindo de Paranaguá – ele tem que decidir como agir. Se o navio chegar nesse horário, ele pode ficar parado na barra, gerando custos e atrasos. Inteligência Climática Previne Tragédia e Reduz Filas no Porto de Santos Fabrício Costa/A Tribuna Jornal Movimentação de Navios A inteligência climática entrou na rotina do terminal devido à crescente demanda por operações logísticas no porto de Santos. Uma delas é a Santos Brasil, cujas preocupações com a otimização do timing e da ocupação dos berços têm sido benéficas para o movimento. “Acompanhamos muitas informações climáticas que existiam na internet. Mas a robustez não era tão precisa. Foi então que nos apareceu uma plataforma que poderia fornecer essa previsão. Por isso, começamos a personalizar as operações do terminal com esses cenários de mudanças climáticas”, disse a diretora de planejamento operacional da Santos Brasil, Evelyn Lima. Segundo ele, essa preocupação começou em 2021, devido às restrições existentes nas manobras dos navios de grande porte que passarão a operar em Santos. “Estávamos identificando que a embarcação havia chegado à barra, a operação estava programada, eram necessários equipamentos e mão de obra, o berço estava livre e a embarcação não tinha condições de entrar, aguardando a próxima maré ou mau tempo passar. Inteligência climática entra na rotina do terminal Santos Fabricio Costa/A Tribuna Journal Evelyn citou um exemplo devido à crescente demanda das operações logísticas no porto onde a inteligência climática foi importante para otimizar o tempo do cliente. “O navio vai chegar no início do mau tempo. Esperar no porto gera emissão de carbono e tem um custo muito alto. Que decisão ele tomou? Ir primeiro para Paranaguá, onde havia berço livre, e ir para Santos em 48 horas. É a confiança que o terminal permite que o armador decida.” Ele diz ter uma equipe que se coordena com os agentes do navio 24 horas por dia. Cinco dias antes da chegada do navio é possível ter parâmetros de possível atraso. “Então, contactámos os armadores e perguntámos se valeria a pena fazer transbordo aqui em vez de ficarmos presos no sul”, notou. O diretor de planejamento operacional da Santos Brasil entende que, com inteligência climática, é possível reduzir atrasos nos navios e modificar sua rota. “Vale a pena o investimento. Há muitos recursos humanos que pegam essas análises e as traduzem em tomadas de decisões. Uma equipe experiente analisando essa configuração de dados faz toda a diferença.”

Source link