
Quando me sentei com Briones para abrir o episódio 3 da 2ª temporada, perguntei se Santos, para além de seu alívio, estava considerando até que ponto seu próprio trauma estava lançando uma sombra sobre seu julgamento clínico em momentos como este.
“Sim, acho que é complicado”, diz Briones. “Não há nenhum mundo onde ela esperava que isso acontecesse. Mas, infelizmente, isso acontece – trata-se do pronto-socorro – e não está fora do reino das possibilidades.”
Na perspectiva de Santos, ela está apenas fazendo o que o trabalho exige.
“Como médico que cuida desta criança, é preciso descartar as piores coisas possíveis”, acrescenta Briones. “Para ele, era tentar ser um bom médico, tentar ter certeza de que isso não estava acontecendo e realmente prestar atenção nisso primeiro.”
Além disso, Briones admite que o passado de Santos determina essencialmente a rapidez com que sua mente vai até lá.
“Acho que às vezes ela pode ir a lugares sombrios e presumir algumas coisas sombrias sobre as pessoas, por causa de onde ela veio, pelo que passou”, diz ela. “E eu acho que, naquele momento, pode parecer uma fraqueza – tipo, ‘Oh, entendi errado.’ Mas não é necessário que ele sentisse que estava errado. É como, ‘Graças a Deus isso não está acontecendo’”.
É por isso que esses casos nunca são tratados sozinhos, ela explica: “É por isso que vários médicos trabalham em um caso. Cada um tem uma perspectiva diferente. Outra pessoa pode não ter pensado imediatamente em (abuso). Mas e se fosse isso que estava acontecendo?
“Todo mundo vem de diferentes estilos de vida e traz isso para o trabalho, para o bem ou para o mal”, diz Briones. “Há sempre vantagens e desvantagens. Mas faz sentido que ela pense nisso imediatamente – porque ela viu alguns dos piores casos da humanidade. Esta conclusão vem da experiência.”


















