
A Prefeitura de São Paulo informa que cerca de 500 agentes fiscalizam irregularidades publicitárias todos os dias e, no ano passado, foram aplicados R$ 4 milhões em multas. Frente de loja no Brigadeiro Luis Antonio. Reprodução/TV Globo A Lei Cidade Limpa completa 18 anos em setembro de 2024. No entanto, a capital enfrenta um fracasso na aplicação do que deveriam ser regras de publicidade, permitindo que as empresas infringissem a lei impunemente. A Cidade Limpa regulamenta a publicidade visual na capital paulista e estabelece regras para veiculação publicitária em espaços públicos e privados com o objetivo de reduzir a poluição visual e promover a gestão dos espaços urbanos. Empresários vendem painéis de LED em bancas de jornal e cobram até R$ 15 mil por publicidade irregular, violando a Lei Cidade Limpa, que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2007, na gestão Gilberto Kasab, com multa para quem descumprir. foi de R$ 10 mil. Até o momento, o padrão não mudou. Para Valter Caldana, professor de arquitetura e urbanismo, a lei estava em risco por causa de fiscalizações fracassadas, que acostumaram a sociedade ao descumprimento no dia a dia. “São um conjunto de atividades que fazem perder o sentido. São publicidade numa loja aqui, numa lojinha ali, um conjunto que habitua as pessoas”, disse. No caso da publicidade de mobiliário urbano, só é permitida aquela cujos lucros melhoram a vida das pessoas. Nos pontos de ônibus e nos relógios de rua, por exemplo, a publicidade é permitida, pois os titulares são obrigados a cuidar da manutenção dos locais. O que diz a lei? Entre as disposições, a Lei Cidade Limpa prevê: A publicidade em via pública só é permitida em mobiliário urbano ou equipamentos homologados pela Prefeitura; A altura das letras de um anúncio não pode ultrapassar 20 cm; A projeção máxima de um anúncio na calçada é de 15 cm; O letreiro publicitário deverá estar a uma altura mínima de 2,2 metros do solo; As organizações não podem ter mais de um anúncio gráfico; A publicidade direcional poderá ser colocada em um totem, mas deverá estar dentro do terreno do imóvel. Por exemplo, anúncios não são permitidos nas fachadas dos mercados, mas geralmente são vistos em diferentes áreas da capital Quem não está observando? A TV Globo percorreu as ruas da capital na semana passada e flagrou diversos estabelecimentos violando a lei. Por exemplo, na Avenida Paulista quase todas as bancas têm publicidade, o que não é permitido. Por lei, eles só podem expor produtos vendidos em barracas próprias. Banco na Avenida Paulista com publicidade. Reprodução/TV Globo Ainda nesta área, na Avenida Brigadeiro Luiz Antonio, há irregularidades na maioria dos comércios. O urbanista Gabriel Roste afirmou: “Uma série de anteparos publicitários são colocados na frente, na altura do pavimento, o que não pode ser feito, pois não deve ficar a mais de 15 cm da fachada. Regras da cidade, colocação de anúncios de produtos com preços na face. Neste caso, a publicidade só será permitida dentro do local. Algumas administrações não cuidaram dos novos abusos. É inexplicável que não apliquem a pena de maneira adequada. Outra coisa que fragiliza a lei é a isenção na capital, quando um espaço público anterior é administrado por uma empresa. esta empresa detém os direitos sobre o espaço que administra e, dependendo do contrato, pode ter liberdade para decidir como administrar a publicidade. Um exemplo é o Parque Ibirapuera, administrado pela Urbia. Muitos dos anúncios colocados não foram aprovados pela Comissão de Proteção da Paisagem Urbana, conforme exigido por lei. “Serão cinco anos da concessão, isso é uma coisa que já deveria ter acontecido. Um controle do que pode ser feito, que tamanho, que proporção, porque a nossa sensação é que estamos num shopping, não num parque. “, afirma Silvia Melnik, Membro do Conselho Gestor do Parque Ibirapuera. Procurada pela TV Globo, a Urbia, administradora do parque, disse respeitar as diretrizes da Lei Cidade Limpa e que as propagandas no local estão previstas no contrato de concessão. O que disse a Prefeitura de SP? A Prefeitura de São Paulo informa que cerca de 500 agentes monitoram diariamente irregularidades publicitárias e, no ano passado, foram aplicados R$ 4 milhões em multas.


















