
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, entregou ao presidente Lula carta de renúncia ao comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública nesta quinta-feira (8). Ele assumiu o cargo em fevereiro do ano passado, após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa é de que Lewandowski deixe a pasta nesta quinta-feira. A saída ocorre num momento em que a segurança pública está se tornando um foco no Brasil e na América Latina, em meio a episódios de violência ligados ao aumento de organizações criminosas e rixas entre facções. A Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional, vinculada ao Ministério da Justiça, são acionadas para atuar em estados em situação de crise e fortalecer a segurança pública. Até a última atualização deste relatório, a substituição de Lewandowski não havia sido anunciada pelo governo. Assista a vídeos populares no perfil do g1 Ricardo Lewandowski já foi presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Observatório da Democracia da Advocacia-Geral da República (AGU) e do Conselho de Assuntos Jurídicos do Tribunal Permanente de Revisão do Mercosul. Formado em Direito pela Faculdade de São Bernardo do Campo, iniciou a carreira jurídica em 1990. Em 2006, ingressou no STF indicado pelo então presidente Lula. Durante 17 anos no tribunal, foi revisor dos julgamentos mensais do PT e presidiu o Senado, sessão que deu origem ao processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Lewandowski também foi relator de decisões marcantes como a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, a proibição do nepotismo no serviço público e a adoção de cotas raciais nas universidades federais. Durante a pandemia da Covid-19, ele anunciou ações que autorizaram restrições a indivíduos não vacinados e orientou o governo federal a apresentar um plano nacional para enfrentar a crise sanitária. Aposentou-se do STF em abril de 2023. O ministro Ricardo Lewandowski e o diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodríguez durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (4), após a recuperação de fugitivos do presídio de Mossoró. Ton Molina/Fotoarena/Fotoarena/Estado Contudo


















