CIDADE DO MÉXICO, 20 de janeiro – O Ministro da Segurança do México anunciou terça-feira que o México enviou mais 37 supostos membros de organizações criminosas para os Estados Unidos.
A extradição de supostos membros do cartel é a terceira grande transferência no ano passado, elevando o número total de prisioneiros transferidos para 92.
A troca ocorre em meio a tensões crescentes com Washington sobre atividades de cartéis e repetidas ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de atacar cartéis, independentemente do envolvimento do México.
Oficiais militares mexicanos disseram em comunicado que o último lote de prisioneiros foi procurado pelos Estados Unidos por ligações com organizações criminosas e por representar um risco à segurança pública.
“Com esta transferência, sob a atual administração, 92 criminosos graves foram enviados aos Estados Unidos para impedir atos de violência em nosso país”, disse o ministro da Segurança mexicano, Omar García Halfucci, nas redes sociais.
Os prisioneiros foram transportados por sete aviões militares mexicanos para Washington, Houston, Nova York, Pensilvânia, San Antonio e San Diego.
Entre eles estava o pai de Pedro Inzunza Noriega, segundo em comando do poderoso cartel Beltrán Leyva. Ele foi preso em dezembro de 2025 após ser citado pelos Estados Unidos na primeira acusação de terrorismo contra traficantes de drogas mexicanos.
Os legisladores e especialistas jurídicos mexicanos contestam a base política e jurídica para a transferência.
Os acontecimentos ocorrem no momento em que o presidente Trump aumenta a pressão sobre o México por causa dos cartéis e da violência que eles causam, incluindo o apelo às tropas dos EUA para combater os cartéis em território mexicano.
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, disse que teve uma boa conversa com o presidente Trump em 12 de janeiro e descartou qualquer possibilidade de intervenção militar dos EUA para combater os cartéis de drogas.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também conversou com o ministro das Relações Exteriores mexicano, Juan Ramon de la Fuente, no início de janeiro, sobre a necessidade de uma cooperação mais forte para desmantelar as violentas redes de narcoterrorismo do México e desmantelar o fentanil e o tráfico de armas. Reuters


















