
O vereador de Curitiba, Eder Borges, é o alvo da medida do Ministério Público. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) propôs uma ação civil pública por irregularidades administrativas contra o vereador curitibano Eder Borges (PL) e sua chefe de gabinete, Victoria Loren Maciel de Almeida. Segundo a entidade, os dois praticavam nepotismo, indo contra os princípios da administração pública, principalmente a impessoalidade e a moralidade. ✅ Acompanhe o canal g1 PR no WhatsApp Victoria tinha 23 anos e era estudante de psicologia quando foi nomeada Chefe da Casa Civil do Vereador, em julho de 2022. Ela é filha de Andreia Gois Maciel, indicada pelo Ministério Público como companheira de Eder Borges. Com base nas fotos divulgadas nas redes sociais, indicando o mesmo endereço com base na declaração de residência, no depoimento e no depoimento prestado pelo próprio vereador na sessão oficial da Câmara Municipal de Curitiba, o Ministério Público entendeu que antes da nomeação da jovem havia registro de manutenção de união estável entre Eder Borges e Andrea Goes Maciel. ➡️⚖️ É considerada infração à Constituição Federal a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha direta, paralela ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, de autoridade designada ou de servidor investido em cargo de direção, liderança ou assessoramento, ainda que exerça cargo ou cargo de confiança em comissão pública. A ação civil pública é proposta após a ação ter sido ajuizada pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar (CEDP) da Câmara Municipal de Curitiba. O caso foi encerrado por 3 votos a favor e 4 contra a representação, que avaliou não haver provas contra Eder Borges. Na época, o vereador negou relacionamento com a mãe da funcionária. Atualmente, Victoria Lorraine Maciel de Almeida segue em cargo comissionado e recebe salário de R$ 18.599,66 mais benefícios. Ministério Público propõe ação por nepotismo contra vereador Eder Borges Rodrigo Fonseca/CMC Leia mais: ‘Ele lutou para sobreviver e agora precisa de muitos cuidados’: Advogado que salvou família de incêndio se recupera em casa Entenda: Justiça revoga despachos de 7 de 9 vereadores na cidade do Paraná: Falta de experiência varrida durante enchentes em Curitiba devido a ‘vídeo’ com eleitores, recrutamento de outros familiares Na ação que pede afastamento, o Ministério Público argumenta que enquanto o juiz não reconheceu a união estável entre Eder Borges e Andrea Gois Maciel, a nomeação de Victoria ficou comprometida por benefícios pessoais concedidos pelo vereador. O MP citou a pouca idade e a falta de experiência de Vitória para ocupar o cargo de chefe de gabinete de um vereador no município de Curitiba. “A falta de qualificação da ré Vitória, à época de sua nomeação, consistindo apenas de escolaridade de nível médio, bem como a falta de experiência anterior na área política, apontam também para o uso indevido de nomeações para cargos públicos por parte do vereador Eder Borges, que privilegiou familiares em detrimento de suas relações puramente pessoais e interesses públicos. O Ministério Público destacou ainda que o vereador permitiu a estruturação do gabinete como “uma extensão do seu núcleo familiar”, pois, além de contratar a suposta enteada, contratou como estagiária a namorada do irmão de Vitória e o contratou como assessor parlamentar, pai do outro filho de Andréa. Para o Ministério Público, a gravidade das informações não permite a assinatura de Acordo de Não Ação Civil (ANPC). Entre os pedidos da entidade está o afastamento imediato de Victoria Loren Maciel de Almeida do cargo comissionado que ocupava na Câmara Municipal de Curitiba. O MP também pediu que ele e o vereador Eder Borges sejam condenados a pagar R$ 493.605,60 – o equivalente a dois anos de salário como chefe de gabinete de Vitória. Eder e Victoria têm 30 dias para apresentar resposta. Conselheiro nega praticar nepotismo Acusações contêm fotos indicativas de suposto relacionamento Fertilidade O conselheiro Eder Borges relata que ainda não foi intimado e nega praticar nepotismo. “Tive um relacionamento curto, mas quando namorava, não como marido ou mulher, nunca fomos casados, e não havia vontade de casar e constituir família. Fotos nas redes sociais não são prova de nepotismo, pois namoro não constitui nepotismo”, defendeu. Em nota, a Câmara Municipal de Curitiba afirmou que adotou todos os procedimentos de ética e decoro parlamentar vigentes contra o vereador Eder Borges. Ele disse ainda que o processo contra o vereador foi arquivado porque o conselho percebeu que não havia documentos que sustentassem as denúncias. Vídeo: Mais vistos no G1 Paraná Leia mais notícias no G1 Paraná.


















