
STJ afasta ministro Marco Buzzi do Ministério Público do Tribunal de Contas da União (MPTCU) Nesta quinta-feira (12), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) do TCU suspendeu o pagamento do salário do ministro referente ao período do afastamento cautelar de Marco Buzzi do tribunal. Ao G1, o TCU disse que o processo ainda não foi aberto. Boozy foi investigado por assédio sexual depois que uma menina de 18 anos (veja abaixo) foi acusada. Uma nova denúncia foi feita ao Conselho Nacional de Justiça nesta segunda-feira (9). A mulher já prestou depoimento à Corregedoria do CNJ. O Procurador-Geral Adjunto justificou o pedido “pela gravidade das denúncias e pela necessidade de resguardar os princípios constitucionais de ética, eficiência e economia” ✅ Clique aqui para acompanhar o canal do g1 DF no WhatsApp. Os ministros do tribunal decidiram por unanimidade pelo afastamento de Buji nesta terça-feira (10). Uma nova sessão foi marcada para 10 de março para discutir a decisão da comissão de inquérito. Até lá o ministro não poderá exercer a sua função, mas continuará a receber o seu salário normalmente. Em nota, a defesa do ministro disse estar “decepcionada” com a decisão, uma vez que “não há risco concreto à integridade processual da investigação e o ministro já se encontra afastado para tratamento”. “Destituir um juiz antes que todo o processo contraditório esteja concluído é abrir um precedente perigoso”, acrescentaram os advogados. Salário O salário de Buzzi é de R$ 41.808,09, além de remunerações e benefícios pessoais, conforme salários ministeriais disponíveis no Portal da Transparência do STJ. Por exemplo, a folha de pagamento de janeiro apresenta recebimento líquido de R$ 50.955,86 por parte do ministro. O caso da jovem de 18 anos foi publicado no site da revista “Molhado” na manhã desta quarta-feira e foi confirmado pelo g1 e pela TV Globo. Investigado em segredo. ➡️ A jovem registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil de São Paulo, que investiga o caso. ➡️A investigação foi notificada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), pois Buzzi tem foro privilegiado. Em nota, o ministro Marco Buzzi disse estar “surpreso com o conteúdo das insinuações publicadas” e rejeitou “toda e qualquer conclusão de que agiu de forma indevida”. A defesa da mulher disse aguardar o rigor da investigação e as conclusões pertinentes perante as autoridades competentes. O caso está sendo investigado como assédio sexual. Se condenado, a pena definida no Código Penal varia de 1 a 5 anos de reclusão. O jovem relatou o caso aos pais. Segundo a TV Globo, a mulher relatou ter sofrido assédio no mar no dia 9 de janeiro. A família passou alguns dias na casa de praia de Marco Buzzi, em Balneário Camboriú (SC). A jovem de 18 anos disse aos pais que estava no mar quando viu o ministro se aproximando. Segundo a reportagem, Marco Buzzi puxou o corpo dela para perto do dele – e a agarrou pela parte inferior das costas. A mulher disse que tentou fugir pelo menos duas vezes, mas o ministro insistiu na comunicação enérgica. Por fim, ao conseguir se libertar, a jovem afirma que saiu da água e foi pedir ajuda aos pais. A família da jovem confrontou a família de Marco Buzzi e deixou o local no mesmo dia. Pouco depois, no dia 14 de janeiro, a família procurou a Polícia Civil de São Paulo com advogados para documentar o ocorrido. Investigação simultânea e sigilosa A Corregedoria do CNJ informou em nota que investiga o caso e se manifestou na manhã da última quarta-feira (4). A TV Globo viu que a jovem que fez denúncias contra o ministro e sua mãe foi entrevistada. O conteúdo de toda a investigação foi mantido em sigilo. Após a destituição do ministro, o CNJ disse que aguarda informações formais do STJ sobre as deliberações do caso para decidir sobre uma possível suspensão do inquérito do conselho. Marco Buzzi Ministro do STJ Por Marco Buzzi Luiz Silveira/Agência CNJ Marco Aurelio Gastaldi Buzzi é ministro do STJ desde setembro de 2011. Foi nomeado para ocupar a vaga deixada pelo ex-ministro Paolo Medina, cuja aposentadoria compulsória foi ordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Nascido em Timbó, Santa Catarina, Buji é mestre em Direito com especializações em Gestão e Controle do Setor Público, Direito do Consumidor e Instituições Jurídico-Políticas. O que diz a Inspetoria Nacional de Justiça “A respeito da notícia envolvendo o Ministro do Superior Tribunal de Justiça, a Inspetoria Nacional de Justiça informa que continua investigando potenciais vítimas de informações semelhantes às questões judiciais em curso nesta data, com a audiência, e foi aberta nova reclamação disciplinar para apurar essas novas informações. A defesa do ministro diz que estão sendo coletadas contraprovas que finalmente permitirão uma análise calma e racional da verdade.” O que diz a carta do ministro? Anos, que produziram três filhas amorosas e minha família está integrada ao meu lado. Nunca aceitei comportamentos que envergonhem a família ou manchem o judiciário. Mas não está comprovado na história, não está comprovado como prova. O elemento de coerência biográfica, que pede cautela redobrada na avaliação de denúncias graves, sou tão grande assim sofrimento e nossos tribunais. Sinto muito pela perda, revelando que fui submetido a dores, sofrimentos e exposições que ninguém em sã consciência gostaria, mas agradeço muito a quem divulgou essas informações, acredito que, por meio de investigação técnica e imparcial, leia mais notícias sobre a região no G1 DF.


















