
Mais de 500 trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão em MT Mato Grosso 627 trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão no ano passado, segundo dados da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso (SRTE-MT), divulgados nesta quarta-feira (28), data em que é comemorado o Dia Nacional de Labert. A pesquisa mostrou ainda que 716 pessoas, após fiscalização formal de seus contratos de trabalho, identificaram irregularidades nos registros. Segundo a entidade, foram realizadas 34 operações, atingindo 848 trabalhadores em ações de fiscalização relacionadas à jornada de trabalho e pagamento de salários. ✅ CLIQUE AQUI PARA ACOMPANHAR O CANAL DO g1 MT NO WHATSAPP As investigações resultaram no resgate de trabalhadoras dos setores rural, de mineração, da construção civil e de exploração sexual. Os resgates aconteceram nos seguintes municípios: Porto Alegre do Norte, Cuiabá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Soriso, Chapada dos Guimaras, Claudia. Leia também: ‘Não há desperdício de comida e água potável’: funcionária relata condições análogas à escravidão após mais de 500 colegas de trabalho serem resgatados em canteiro de obras de MT Condições análogas à escravidão: 96% dos 580 trabalhadores resgatados em canteiro de obras de MT eram negros, relatos dizem que 11 funcionários incluídos na escravidão Senhorita MT é dona de empresa que contratou 20 pessoas para trabalho análogo ao escravo Resgatados após incêndio A operação começou após trabalhadores iniciarem um incêndio em protesto contra a deterioração das condições MTE O incidente que mais chamou a atenção em 2025 foi em um canteiro de obras, Porto Alegre do Norte, em agosto, quando 586 ex-trabalhadores foram resgatados após a deterioração das condições de combate a incêndios. Na ocasião, fiscais encontraram trabalhadores recrutados nas regiões Norte e Nordeste do país em condições deterioradas em um canteiro de obras na zona rural do município. As condições de moradia comprometem a saúde e o bem-estar dos trabalhadores, impedindo o descanso adequado no intenso calor da região. O incêndio expôs um cenário perturbador de insegurança e violações de direitos trabalhistas. ⚠️ Como denunciar? O Disque 100 funciona 24 horas por dia, inclusive sábados, domingos e feriados. Ligações gratuitas de qualquer telefone fixo ou celular dentro do Brasil. Qualquer pessoa pode apresentar uma queixa sobre violações dos direitos humanos de que seja vítima ou tenha conhecimento. A partir daí, o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania recebe, analisa e encaminha as denúncias à Agência de Proteção e Responsabilização. O governo também mantém um canal específico para denúncia de atos semelhantes de escravidão: o sistema Ipê, disponível na Internet. Os denunciantes não precisam se identificar e fornecer o máximo de informações possível. Descubra o que é trabalho escravo


















