
Um usuário de Porto Alegre diz que paga há quatro anos pelo aplicativo de namoro Boost, sem resultados. O especialista disse que a reclamação depende se o usuário teve acesso aos termos do serviço. Homem com celular na mão Reprodução/EPTV Morador de Porto Alegre que usou o Tinder no Procon por não conseguir marcar datas para desenvolver o caso. Ele assinou um serviço de impulsionamento por quatro anos para ter visibilidade em seu perfil. ???? Acesse o canal g1 RS no WhatsApp Para um especialista, o aplicativo não encontrou condições de garantia para reuniões, o que poderia constituir propaganda enganosa. Nessa hipótese, a ação poderá causar danos morais, pois é vedado no artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor. “A obrigação da empresa é dar visibilidade de que o contrato está sendo feito. E não há garantia de reunião”, disse o advogado Claudio Pires Ferreira, presidente do Fórum Nacional de Entidades Civis de Defesa do Consumidor. Segundo Ferreira, o andamento da reclamação dependerá de o cliente não ter mais acesso prévio às informações referentes aos termos do serviço. “A questão, acho que é muito simples, é verificar: a empresa tem que mostrar que a visibilidade dele, o que ele contratou nesses quatro anos, foi proporcionada. Bom, se for proporcionada, não vejo possibilidade de melhoria no topo . Não. Para reclamação, porque, a princípio, o contrato teria sido cumprido”, disse o advogado Claudio Pires Ferreira, presidente do Fórum Nacional de Entidades Civis de Defesa do Consumidor. Vídeo: Homem simula parada de trânsito para pedir noiva em casamento Vídeo: Noiva entra em caminhão de casamento dirigindo RS Padre celebra casamento do próprio neto em Porto Alegre Ferrari também alerta o consumidor que antes de utilizar o produto, seja ele pago ou gratuito, o cliente deve ler as condições gerais e condições, bem como pesquisar na Internet a reputação do serviço em plataformas de reclamação. “Nessa situação, se no final houver promessa falsa, numa situação em que ela não seja cumprida, dependendo do caso específico, pode até haver dano moral, porque o consumidor pode ficar decepcionado”, disse. Entenda o caso Um usuário do aplicativo de namoro Tinder levou a plataforma ao Procon alegando que não conseguiu marcar um encontro. Segundo o órgão de defesa do consumidor, o homem se inscreveu em um serviço de reforço de perfil sem obter os resultados esperados. A reclamação foi apresentada online em outubro. Segundo o diretor do Procon Porto Alegre, Rafael Gonsalves, o formulário foi preenchido com um relatório sobre o histórico do usuário e um “desabafo” no aplicativo. A identidade da pessoa não foi divulgada. “Ela está pagando pelo seu perfil há quatro anos e não consegue marcar um encontro. Ela fica triste por não ter conseguido”, diz ele. O aplicativo Tinder utilizado pelo usuário foi contatado pelo Procon e a entidade tem até quinta-feira (7) para responder aos questionamentos. O g1 entrou em contato com a empresa, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. O Procon aguarda resposta da plataforma para dar andamento ao caso. Porém, a avaliação inicial é que a assinatura do Profile Boosting não garante reuniões, apenas maior visibilidade da conta. “O aplicativo é responsável pela publicação do perfil”, explica Gonsalves. O Procon é o órgão responsável por investigar esses atos nas esferas administrativa e judicial, bem como receber denúncias e denúncias de abusos cometidos por fornecedores de bens e serviços. Em Porto Alegre, o atendimento é feito pelo site ou presencialmente na Rua Sette de Setembro, 723, de segunda a sexta, das 9h às 16h. Como o Instagram é cada vez mais usado como vídeos do Tinder: cerca de Rs


















