
O governo brasileiro condenou o ataque ao Irã e pediu diálogo em nota do Ministério das Relações Exteriores. “O Governo do Brasil condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã.” Segundo a nota, “os ataques ocorreram no meio de um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz”. “O Brasil apela a todas as partes para que respeitem o direito internacional e exerçam a máxima contenção, para evitar a escalada das hostilidades e para garantir a proteção dos civis e da infraestrutura civil.” O Itamarati emitiu um alerta: não viajem para o Irã, Israel e outros nove países vizinhos. E, para esses países, o Itamarati recomenda ir para um abrigo próximo em caso de ataque ou bombardeio e só sair de casa quando as condições forem seguras. O Itamaraty recomenda que, em situações de emergência, com risco de vida, seja necessário entrar em contato com o consulado para providências imediatas. Governo brasileiro condena ataque ao Irã Reprodução/Jornal Nacional Duzentos brasileiros vivem no Irã. Cerca de cem em Teerã. O embaixador do Brasil lá, André Veras Guimarães, criou um grupo de aplicativos para atender os brasileiros. Mas a internet está desligada no país. Foi possível contatá-lo por causa do sistema de satélite da embaixada. “Ainda consigo ouvir algumas explosões. Não há bunkers aqui em Teerão. Portanto, não é um país como Israel, onde praticamente todos os edifícios têm bunkers”, disse o embaixador. “A instrução é: olha, vamos nos abrigar, evitar locais onde haja aglomeração de pessoas, porque a indicação é que os ataques serão, muito provavelmente, cirúrgicos”, disse. O consultor de software Antonio foi trabalhar em Dubai. Agora ele não pode sair. “Neste momento, o maior impacto é o cancelamento de todos os voos e o encerramento do espaço aéreo”, afirmou. Mais tarde, Antonio recebe um alerta de míssil em seu celular e precisa se proteger no porão do hotel. O repórter Ricardo Abreu estava em um voo para Dubai que deveria retornar ao Brasil. “Perto da costa da África, o piloto avisou que tínhamos que voltar ao Rio de Janeiro porque o espaço aéreo ao redor dos Emirados Árabes Unidos e do Irã estava fechado por causa do ataque”. Paulo Mathura, do Rio de Janeiro, é treinador de goleiros no Bahrein, onde uma base americana foi atingida. “Os estrangeiros, você sabe, a gente sente mais. Não estamos acostumados. Eles nos dão todo o apoio, todos os recursos para que possamos correr atrás e estar seguros. Uma sirene toca. Para podermos avisar que interceptaram um míssil”, afirma. José mora em Carmel, no norte de Israel, com sua esposa e dois filhos. Ele disse que há menos pessoas nas ruas porque é um dia sagrado. A semana começa amanhã e as aulas já estão canceladas. “Você recebe alertas por telefone, das zonas, quando mísseis saem do Irã. Tivemos que entrar na sala de segurança tantas vezes – acho que perdi a conta até hoje”, diz ele.


















