No Dia da Consciência Negra, apresentamos um museu que conta a história da cidade serrana que libertou os escravos cinco anos antes da Regra de Ouro. Um engenho em Redenção, a 60 quilômetros de Fortaleza, está nas mesmas condições desde o final do século 19, quando os escravos deixaram as senzalas, que hoje estão preservadas para mostrar o sofrimento dos negros naquele período. “Ele era colocado de bruços ou de costas e recebia de 50 a 60 chicotadas por noite”, disse um funcionário do museu. “Aquele sentimento, mesmo, de opressão, de negação de direitos”, disse o estudante Antonio Darlan Silva de Oliveira. O museu conta a história de uma cidade da Serra que esperava acabar com a escravidão Jornal Nacional “Quando lemos um livro, temos uma ideia. Mas, quando lemos um livro e chegamos aqui no Museu da Senzala e vivenciamos na realidade tudo o que os escravos passaram na vida, o visitante tem outra perspectiva”, disse a monitora do museu Jocona Costa das Francis. Hoje, Redensão é um dos melhores exemplos de convivência com os jovens nos países africanos. Eles vêm para um intercâmbio cultural, educacional e científico na primeira universidade federal focada na integração dos países de língua portuguesa. Marta Bengue Quijembo é angolana e frequenta o mestrado em Humanidades na Unilab. “A forma como esses escravos foram transportados, da África para cá no Brasil e outros lugares das Américas. Essa parte não é contada na nossa escola. A escola apenas nos conta que tínhamos uma língua dispersa, que os colonos vieram para unir a língua portuguesa, para a civilização. Então, é comum encontrar elementos na sociedade que ainda não sabem identificar o mal, que materializa a nossa sociabilidade, Marta Colón. Professor da Unilab e doutor em história social. Edson Holland diz que a troca que ocorre é uma reparação histórica que é tão importante quanto a necessidade: “Estamos acolhendo essas pessoas de volta, mas não no sentido de exploração como no passado. Mas também compartilhando essa possibilidade de inclusão, de acesso à educação. Então, de certa forma, tentaremos concluir esse processo depois de cerca de 0 anos. Extinção que de certa forma ficou inacabada no final do século XIX”.

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