Bandeiras de países da UE na sede do Parlamento Europeu em Estrasburgo, França Hassan Anai/Unsplash Graças a uma coalizão entre o Sul e a extrema direita, o Parlamento Europeu confirmou nesta terça-feira (10) dois textos centrais para endurecer a política migratória do continente. ✅ Acompanhe o canal de notícias internacional do g1 no WhatsApp As novas regras permitirão que os estados-membros da UE devolvam requerentes de asilo para países de onde não são originários, mas que a Europa considera “seguros”. A ideia já foi testada pela primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, com centros na Albânia, embora até agora tenha enfrentado obstáculos legais. O texto aprovado esta terça-feira poderá facilitar a implementação do conceito, o que gera grande preocupação entre ONG e partidos de esquerda, que temem pelas condições de acolhimento dos requerentes de asilo nestes países. “Este é mais um passo na desumanização da política de imigração da União Europeia”, lamentou Melissa Camara, acrescentando que o estatuto dos requerentes de asilo está a ser “pisoteado”. A Comissão Europeia rejeita as críticas e afirma que os países para onde estes migrantes são enviados devem respeitar os direitos fundamentais. Outra medida importante incluída nos textos aprovados pelo Parlamento é a criação de uma lista de países que a União Europeia considera “seguros”, o que, com efeito, limita a possibilidade de concessão de asilo aos seus cidadãos. A lista propõe, que inclui Kosovo, Bangladesh, Colômbia, Egipto, Índia, Marrocos e Tunísia, acelerar a análise dos pedidos de asilo e, em última análise, acelerar o repatriamento. “Os cidadãos esperam que cumpramos as nossas promessas em termos de política de imigração, e é exactamente isso que estamos a fazer”, celebrou a eurodeputada conservadora Lena Dupont. A queda nas chegadas – cerca de 25% menos chegadas irregulares do que no ano passado – não aliviou a pressão sobre os líderes políticos do continente. Em contraste, o centro de gravidade político da Europa deslocou-se para a direita, pressionando os seus líderes para que endureçam as políticas de imigração.

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