Um estudante de 20 anos solicitou medida protetiva à polícia, que afirmou que a proteção não seria possível porque o agressor e a vítima não moravam no mesmo endereço, embora morassem no mesmo prédio da Universidade de São Paulo e os frequentava. . Estudante Yasmin Mendonsa relata falta de apoio da USP GlobeNews Uma estudante da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP) disse que foi molestada por outro universitário dentro do crasp (complexo residencial da USP). Acomodação estudantil institucional. O episódio aconteceu no dia 19 de agosto. À GloboNews, Yasmin Mendonsa, 20, também disse que está tendo dificuldades para tomar medidas cautelares contra o agressor —tanto acadêmica quanto judicialmente (leia mais abaixo). A menina contou que um dia, depois da aula, foi convidada para tomar um café no dormitório da acusada, que ainda era sua colega de classe. “Quando ele viu que eu havia terminado um relacionamento, começou a me assediar novamente com frases horríveis. Ele puxou a cadeira para perto de mim, fiquei com medo e tentei pensar em outro assunto. não queria. Eu não queria me relacionar com ele, só queria amizade”, lembrou. Ela disse que falava sobre literatura brasileira quando o suspeito começou a passar as mãos pelo corpo dela. “Não consegui reagir a nada, fiquei ali parada. Já falei que não queria e ele começou a entregar. Yasmin, que tem paralisia cerebral tipo 1, tem mobilidade reduzida em todo o lado direito. Corpo tímido e assustado, ela A reação e o ataque do menino “Eu simplesmente congelei quando percebi que ele estava tirando a manga da minha blusa, a alça do meu sutiã. Ele estava colocando o rosto no meu peito, chupando meu peito.” Após o episódio, ele vai para seu dormitório, que fica próximo ao agressor, e se pergunta o que aconteceu. Momentos depois, após encontrar o acusado na escada de incêndio, Yasmin manifestou seu descontentamento: “Eu falei ‘olha, não gostei do que você fez, me senti muito desrespeitada pelas mãos dele no meu corpo’”. , me acariciando e dizendo ‘eu entendo’. Quando entrei no meu apartamento, ele veio atrás de mim e esfregou suas partes íntimas no meu corpo. Quando entrei, ele ainda estava brincando e disse: ‘Se você me der um tempinho para fechar a porta, porque você gosta, porque você quer’. Além de estudar na mesma faculdade (FFLCH) e fazer cursos no mesmo prédio da vítima, o agressor de Yasmin também mora no mesmo quarteirão do CRUSP. Em nota sobre o que a USP disse, a USP afirmou que o acusado foi transferido para outro quarteirão, mas a vítima afirmou ter visto o agressor andando pelo seu prédio na última segunda-feira (9). A universidade disse ainda que as medidas tomadas contra um suspeito dependem da vontade da vítima. A USP não informou se está investigando o caso ou cooperando com a investigação da Polícia Civil. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse que foi instaurado um inquérito policial e que a investigação já levou à identificação do autor, que foi intimado a prestar depoimento. Segundo o ministério, o caso está sendo investigado pela 93ª DP (Jaguar) e será encaminhado para a 3ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Em nota, a universidade disse ainda: “A Pró-Reitoria de Inclusão e Afiliação destaca que tem tomado medidas para ouvir e acolher a vítima e respeita a vontade do aluno para que outras medidas possam ser tomadas. dos envolvidos, estamos divulgando os nomes. Não. Imediatamente após o ocorrido, a vítima foi recebida por duas assistentes sociais que acompanhavam o estudante”. Busca por Acolhimento e Justiça Três dias após o ataque, ao procurar a Reitoria do Setor de Inclusão e Pertencimento da USP, responsável pelo acolhimento e acompanhamento dos casos denunciados, o estudante foi orientado a registrar boletim de ocorrência e tomar medidas legais. Deixe o agressor no mesmo bloco CRUSP que você, inclusive da universidade. Yasmin solicitou a 3ª DDM Oeste no dia 23 de agosto e registrou o primeiro BO como assédio sexual. Ao solicitar medidas protetivas ao mandatário, ele foi informado que “não será possível, pois ele e o agressor não moram no mesmo endereço”. A estudante entregou o Boletim de Ocorrência à assistente social da USP, que, segundo Yasmin, garantiu que retiraria o agressor do quarteirão onde mora. Yasmin também procurou a Comissão de Direitos Humanos da FFLCH para orientação e apoio. Foi aconselhado a contratar os serviços da Casa da Mulhar Brasileira. Na segunda vez que foi prestar depoimento à polícia, no dia 29 de agosto, a estudante disse que esperou cinco horas para poder prestar depoimento, mas conseguiu registrar o caso como estupro. Ele novamente solicitou algum tipo de medida protetiva, mas foi informado que seu caso não se enquadraria na Lei Maria da Penha e que teria que procurar assistência jurídica. O g1 questionou a Secretaria de Segurança Pública sobre o indeferimento recebido pelo estudante no pedido de medidas protetivas e aguarda resposta. “Sinto que estou no ‘modo peteca’: uma mão na outra, e ninguém deixa a bola cair, ficam jogando de um lado para o outro. Ninguém resolve nada”, lamentou. Durante a Semana da Pátria, no início de setembro, quando os alunos da USP estão fora das aulas, Yasmin tentou resolver seus problemas na Justiça. Preocupada com a perspectiva de enfrentar seu agressor no campus, ela foi para o estado de São Paulo a Defensoria Pública procurou e foi orientado a retornar à Casa da Mulher Brasileira para falar com os defensores. Na Casa da Mulher Brasileira, ele foi orientado a tomar medidas cautelares no Fórum da Barra Funda, onde funciona o Departamento de Inquéritos Policiais (DIPO). Nesta terça-feira (10), Yasmin foi ao DIPO, descobriu que seu centro cirúrgico estava “travado” e foi orientada a voltar ao DDM e encaminhar o registro para a Barra Funda. Lá, foi informado que o Ministério Público analisaria o caso e retornaria o mais breve possível. Violência sexual na USP A Polícia Civil investiga o estupro e tentativa de roubo de uma estudante de 23 anos na Praça do Relógio, na USP, no dia 21 de agosto. A vítima prestou depoimento e os investigadores aguardam o resultado dos exames periciais, segundo a SSP. O culpado ainda não foi identificado. O caso gerou reação entre os estudantes, que reclamaram de problemas de segurança, iluminação e poda de árvores. No dia 28 de agosto, foi realizada uma reunião entre estudantes e representantes das universidades para discutir a segurança dos estudantes e medidas para torná-los menos vulneráveis. A USP, por meio da reitoria, diz que tem trabalhado para melhorar a iluminação do campus. Diz que em 2024 foram instaladas 134 novas luminárias e mais de 700 reparadas. Afirmou ainda que um projeto de retrofit do sistema de iluminação seria entregue até o final de setembro – depois seria aberta uma licitação para isso. O plano diretor do campus criará novas rotas iluminadas.

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