WASHINGTON (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou sinais confusos nesta quinta-feira sobre uma possível intervenção norte-americana na Venezuela, minimizando as preocupações de uma guerra iminente contra o país sul-americano, mas dizendo que o líder do país, Nicolás Maduro, não terá muito tempo de vida.

As observações do presidente numa entrevista à CBS publicada em 2 de Novembro indicam que os Estados Unidos irão reforçar forças militares nas Caraíbas.

Conduziu vários ataques aéreos contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas

matou dezenas de pessoas.

“Acho que não. Acho que não”, disse Trump no “60 Minutes” quando questionado se os Estados Unidos pretendiam entrar em guerra contra a Venezuela.

Mas quando questionado se o tempo de Maduro como presidente estava contado, Trump respondeu: “Acho que sim. Acho que sim”.

Maduro, que enfrenta acusações por tráfico de drogas nos Estados Unidos, acusou Washington de usar o tráfico de drogas como pretexto para “forçar a mudança de regime” em Caracas para extorquir o petróleo venezuelano.

Houve pelo menos 15 ataques dos EUA a navios no Caribe e no Oceano Pacífico nas últimas semanas, matando pelo menos 65 pessoas, o último em 31 de outubro, atraindo críticas dos governos da região.

Especialistas dizem que os ataques, que começaram no início de setembro, equivalem a execuções extrajudiciais, mesmo que tenham como alvo traficantes conhecidos.

O governo dos EUA ainda não divulgou provas de que os alvos eram traficantes de drogas ou representavam uma ameaça para os Estados Unidos. AFP

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