CINGAPURA – A complexa situação na Síria só pode ser resolvida definitivamente através de um processo político inclusivo liderado pela Síria, disse uma porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MFA).

Numa declaração de 11 de Dezembro, o MFA afirmou que desde o início da guerra civil em 2011, mais de 300 mil sírios foram mortos e mais de 13 milhões de pessoas foram deslocadas, muitas delas procurando refúgio noutros países.

A porta-voz acrescentou que Singapura está a acompanhar de perto os acontecimentos na Síria e espera que os refugiados possam regressar em segurança às suas casas quando a paz for restaurada.

Ela disse: “Qualquer solução política significativa deve respeitar a soberania, a integridade territorial e a independência da Síria.

“As potências estrangeiras não devem tirar partido das fissuras na sociedade síria para perseguir os seus próprios objectivos estratégicos.”

Ela acrescentou que todas as partes devem garantir a segurança e o bem-estar dos civis sírios, que já sofreram tanto.

Dada a atual situação volátil, os cingapurianos devem continuar a evitar viajar ou permanecer na Síria, disse a porta-voz.

“Cingapura não tem representação diplomática na Síria, o que restringe a nossa capacidade de estender a assistência consular em caso de emergência”, acrescentou.

Em 8 de dezembro, os rebeldes sírios, aparecendo na televisão estatal, disseram que tinham depôs o presidente sírio Bashar al-Assadencerrando uma dinastia familiar de 50 anos numa ofensiva que levantou receios de uma nova onda de instabilidade num Médio Oriente já assolado pela guerra.

O avanço relâmpago de uma aliança de milícias liderado por Hayat al-Tahrir al-Sham (HTS) – um antigo afiliado da Al-Qaeda – marcou um dos maiores pontos de viragem para a região em gerações.

O HTS é designado como grupo terrorista pelos EUA, Turquia e ONU.

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