O comitê recomendou o retorno do horário de verão, que adianta os relógios em uma hora para dessincronizar o pico de consumo de energia em alguns estados. As condições de chuva melhoraram, disse Silvera. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, descartou nesta quarta-feira (16) a retomada do horário de verão ainda este ano. O governo avaliará nos próximos meses se retomará a medida a partir de 2025. Apesar das recomendações do Comitê de Acompanhamento do Setor Elétrico (CMSE), em setembro, o ministério avaliou que as chuvas melhoraram. e reservatórios hidrelétricos, saltando o relógio para 2024. Se as medidas fossem adotadas este ano, haveria pouco tempo para setores importantes da economia – como a aviação, por exemplo – ajustarem suas operações. O horário de verão foi implementado entre outubro/novembro e fevereiro/março de cada ano. O ministro anunciou nesta quarta-feira (16) a retomada do horário de verão a partir do próximo ano, após o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apresentar novas pesquisas sobre as condições de atendimento aos clientes nos períodos de seca. Em setembro, o ONS estimou uma economia de R$ 400 milhões em 2024 com o adiantamento do relógio. Se adotada a partir de 2026, a economia aumentaria em R$ 1,8 bilhão por ano. O horário de verão retornará? Entenda as medições Segundo o ONS, o verão ajuda a reduzir em até 2,9% a demanda nos picos, além de aumentar o uso de fontes de energia solar e eólica. Desde a sua adoção, que passou a ser anual em 1985, o horário de verão tem como objetivo promover economia no consumo de energia, uma vez que as pessoas terão mais tempo de luz natural. Porém, devido às mudanças no comportamento da sociedade, a medida deixou de ser eficaz. A partir de 2019, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) suspendeu o pagamento antecipado do relógio. A medida não se deve à efetividade do armazenamento de energia em 2024, mas sim por ser uma alternativa ao uso da produção de energia solar, reduzindo a necessidade de acionamento de usinas termelétricas – que são mais caras e poluentes. ???? No início da manhã, a produção de energia solar diminui devido à falta de sol. Mais tarde, durante a noite, a produção eólica aumenta devido à tendência de vento mais forte. ???? No intervalo entre a redução da energia solar e o aumento da energia eólica, existem picos de consumo que precisam ser supridos por energia hidrelétrica ou térmica. Com medidas para economizar reservatórios de hidrelétricas devido à seca, mais usinas termelétricas precisam ser acionadas para atender aos picos de consumo. Com a adoção do horário de verão, o pico de consumo é deslocado para um horário de maior produção solar, reduzindo a necessidade de complementar a produção com mais térmicas. A retomada do decreto anterior do horário de verão depende da revogação de um decreto do governo de Jair Bolsonaro (PL) que, em 2019, encerrou o horário de verão. A medida já foi avaliada durante o governo de Michel Temer (MDB). Na época, o governo afirmou que os relógios foram adiantados uma hora devido a mudanças nos padrões de consumo de energia e aos avanços tecnológicos, que alteraram o pico de consumo de energia. A moratória de verão evitou inclusive a crise hídrica de 2021, com o governo inclusive estudando a reintrodução da política, solicitando parecer do ONS.

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