COLOMBO – O Sri Lanka realizará eleições parlamentares em 14 de novembro, anunciou o governo na terça-feira, menos de dois meses após a nação insular do Oceano Índico eleger Anura Kumara Dissanayake como seu novo presidente.

Abaixo estão cinco razões principais pelas quais Dissanayake, que venceu a eleição presidencial no fim de semana, convocou eleições gerais antecipadas:

MOMENTUM DE PASSEIO

Dissanayake obteve 5,6 milhões de votos, ou 42,3%, na pesquisa de sábado, um grande aumento em relação aos 3% que ele conseguiu na última eleição presidencial em 2019. Seu rival mais próximo, o líder da oposição Sajith Premadasa, obteve 32,8%.

O líder de tendência marxista espera surfar na mesma onda de aprovação e consolidar o poder no parlamento de 225 assentos.

APOIO DO PARLAMENTO

Dissanayake concorreu como candidato pela aliança National People’s Power, que inclui seu partido Janatha Vimukhti Peremuna (JVP). A coalizão tinha apenas três cadeiras no atual parlamento eleito em agosto de 2020, levando o novo presidente a dissolver a legislatura para tentar fortalecer sua posição.

Apesar de seus poderes executivos como presidente, cumprir suas promessas de campanha em prol dos pobres de reduzir impostos e liberar receita pública para redução de impostos e investimentos será difícil sem o apoio do parlamento.

PROGRAMA DO FMI

Um programa de resgate de US$ 2,9 bilhões do FMI, com duração de quatro anos, ajudou o Sri Lanka a aumentar as reservas, conter uma queda em sua moeda e domar a inflação descontrolada para dar início a uma recuperação econômica provisória. Mas as medidas de austeridade ligadas ao resgate irritaram muitos, que depositaram esperanças de um futuro melhor em seu próximo líder.

Durante a campanha, Dissanayake disse que queria cortar impostos e rever os termos do resgate do FMI, prometendo trazer mudanças para aqueles que estão sofrendo com as medidas de austeridade. Mas aprovar um orçamento será difícil sem apoio no parlamento.

REFORMULAÇÃO DE DÍVIDAS

O Sri Lanka está no meio de uma reestruturação de cerca de US$ 25 bilhões em dívida externa. Obter apoio parlamentar fortalecerá a mão de Dissanayake nas negociações com os detentores de títulos, que podem, por sua vez, achar a clareza política do novo presidente reconfortante.

NÚMEROS DE GABINETE

A falta de números no parlamento também fez com que Dissanayake não conseguisse nomear um gabinete completo de ministros após assumir o cargo na segunda-feira.

Ele nomeou Harini Amarasuriya como primeiro-ministro com cinco pastas, enquanto Vijitha Herath foi encarregado de seis ministérios, incluindo relações exteriores. Dissanayake manteve ministérios importantes como finanças, defesa e energia para ele mesmo administrar. REUTERS

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