SÓFIA, 19 Jan (Reuters) – O presidente búlgaro, Rumen Radev, disse em um discurso na segunda-feira que está renunciando, gerando especulações de que formará seu próprio partido político para as próximas eleições parlamentares, depois que o governo anterior renunciou no mês passado.
Esperava-se que Radev ocupasse um cargo amplamente cerimonial até janeiro de 2027, mas disse na terça-feira que apresentaria sua renúncia ao Tribunal Constitucional. Se aprovado, a vice-presidente Iliana Iotova o sucederá até as eleições presidenciais de novembro.
Radev, que expressou cepticismo em relação à recente decisão da Bulgária de aderir à zona euro e às opiniões pró-Kremlin sobre a guerra na Ucrânia, foi eleito presidente em 2016 e novamente em 2021.
Mas as suas ambições políticas são mais amplas e há muito que ele defende a possibilidade de formar o seu próprio partido.
A sua decisão de demitir-se era amplamente esperada nos Balcãs e surge no meio de uma crise política, num momento em que a Bulgária enfrenta as suas oitavas eleições parlamentares em quatro anos. Um parlamento dividido significou que os sucessivos vencedores das eleições não conseguiram obter uma maioria ou formar um governo de coligação durável.
O último governo de coligação durou quase um ano antes de ser forçado a demitir-se em Dezembro, no meio de protestos contra o novo orçamento e de corrupção generalizada. As eleições deverão ocorrer nos próximos meses.
Entretanto, Radev, um antigo comandante da Força Aérea, foi repetidamente forçado a nomear governos interinos, aumentando o seu perfil e as suas próprias ambições políticas, disseram analistas e diplomatas ocidentais. Reuters


















