
Motorista que recebeu R$ 131 milhões por engano espera 1 ano por indenização Entenda os direitos do motorista Antônio Pereira do Nascimento, que recebeu R$ 131 milhões por engano e entrou na Justiça para pedir indenização e indenização por danos morais de R$ 150 mil. Na ação, ele pede R$ 13.187.022 pelo direito à indenização mediante restituição imediata. O caso aconteceu em Palmas, no Tocantins. Em entrevista ao g1, a advogada Vivian Furukawa explicou que o caso renovou o debate no Judiciário sobre se depósitos bancários efetuados erroneamente podem ser classificados como “itens perdidos”. Segundo ele, caso esse entendimento seja aplicado, a lei prevê a obrigatoriedade da adjudicação do imóvel que for devolvido. 📱 CLIQUE AQUI PARA SEGUIR g1 PARA O CANAL NO WHATSAPP RECOMPENSANDO DIREITOS Antônio Pereira do Nascimento pediu R$ 13.187.022, equivalente a 10% dos R$ 131 milhões depositados por engano e devolvidos. O pedido tem como base os artigos 1.233 e 1.234 do Código Civil, que garantem indenização mínima de 5% para devolução de “bens perdidos de outrem”. A base legal para a ação estipula que quem encontrar um item perdido tem o dever legal de devolvê-lo e o direito a uma sentença vinculativa, além de uma possível compensação pelos custos. A defesa sustenta que o dinheiro recebido por engano se enquadra neste conceito. Leia também: Após devolver R$ 131 milhões, motorista busca recompensa milionária; Saiba como a justiça pode decidir o caso O milionário que recebeu R$ 131 milhões por engano aguarda há mais de um ano um resultado no banco O motorista que recebeu R$ 131 milhões por engano e devolveu pediu indenização de mais de R$ 13 milhões Além da indenização por danos morais, o motorista pediu R$ 150 mil por danos morais. Segundo a defesa, ele sofreu problemas emocionais e financeiros após o episódio. De acordo com Vivian Furukawa, advogada da Central Legal Disputes, a chave é determinar se um depósito bancário extraviado pode ser considerado uma “coisa perdida”. Se o tribunal assim o decidir, o direito à sentença aplicar-se-á automaticamente. O potencial perito de impacto do caso explicou que a jurisprudência geralmente distingue a aquisição de um bem físico, cujo proprietário é desconhecido, da aquisição de valor identificável, que pode ser revertido pelo banco. A lei pode abrir um precedente sobre como tratar “achados” em ambientes virtuais. Antonio Pereira ficou milionário por algumas horas. Entenda o caso da reprodução/TV Anhungera. O caso aconteceu em junho de 2023. Nesse momento, o motorista percebeu o erro e devolveu o dinheiro. Milhões pertencem a instituições financeiras. Após a restituição, o saldo da conta de Antonio volta para R$ 227, que era o que ele tinha antes de toda a confusão. Segundo a defesa do motorista, toda a situação causou “choque mental e constrangimento” em Antonio enquanto o problema era resolvido. Além disso, a grande visibilidade do caso na mídia “levou à especulação e à exposição de sua vida íntima”. Outro detalhe abordado pelos advogados é que uma reclamação será formulada de forma incorreta. Após receber o valor, a taxa paga passou de R$ 36 para R$ 70 após colocá-lo na categoria “VIP”. O devotado Padre Antonio é pai de quatro filhos e avô de 14 netos. Quando percebeu que tinha milhões em sua conta, logo percebeu que era um erro. “Nunca vi tanto dinheiro na minha vida e nunca farei isso na minha vida, só se ganhar o Mega-Exército, e não jogar. Então é difícil”, disse na época. O motorista sempre se dedicou a ganhar a vida honestamente. Quando questionados sobre as atitudes em relação aos reembolsos um ano após o caso, a resposta foi a mesma: os reembolsos deveriam ser feitos. “Muita gente me pediu para ficar com dinheiro, mas não preciso tirar dinheiro dos outros, não. Quero o que quero. Quero ter saúde e toda a minha família ter saúde. Trabalhamos todos os dias para ganhar a vida. E não preciso tirar nada dos outros”, disse com orgulho. Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.


















